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publicado em 08/10/2010
Indústria eleva para 7,5% previsão de expansão do PIB
CNI informa que dificilmente indústria registrará crescimento de dois dígitos em 2011

08/10/2010 - O maior ritmo de expansão das importações em comparação com as exportações impediu a indústria de reestimar para cima a projeção de crescimento setorial para este ano. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) para 7,5%, 0,3 ponto percentual superior ao cálculo anterior, mas manteve inalterada em 12,3% a indicação de alta para o setor.

A perspectiva é que a indústria confirme crescimento de dois dígitos, um desempenho recorde nos últimos dez anos. Esse percentual embute recuperação em relação ao ano anterior e foi elaborado considerando a retração de quase 5% no PIB industrial em 2009. O bom desempenho ocorre de forma disseminada, com possibilidade real de resultados positivos nos 19 segmentos industriais, com destaque para os subsetores de máquinas e equipamentos, automóveis e alimentos.

Para 2011, as projeções tendem a ser mais modestas. Em uma análise preliminar, a CNI informa que dificilmente a indústria registrará crescimento de dois dígitos como o que deve ser verificado em 2010. Não haverá resquícios de perdas decorrentes da crise a serem recuperados e a base de comparação será maior.
Um agravante é que a permanência de um câmbio valorizado, além de restringir a competitividade das exportações, tende a manter as importações em alta. Isso, de acordo a CNI, fará com que parte da demanda interna seja atendida por empresas estrangeiras, impedindo a indústria nacional de manter ou ampliar sua participação no mercado doméstico.

Entre janeiro e setembro, as importações avançaram 45%, totalizando uma despesa de US$ 132 bilhões. As exportações foram ampliadas em 29% e geraram US$ 145 bilhões em receitas.

A considerar o comportamento atual da moeda americana, o setor industrial avalia que as perspectivas serão menos otimistas. No informe conjuntural apresentado ontem, a CNI avalia que as importações se expandem "a um ritmo extraordinário", com forte aumento do coeficiente de penetração no mercado doméstico.

Fonte: Valor Econômico. Adaptado por Celulose Online.

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