|
22/11/2011 - O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da cidade de São Paulo registrou alta de 2,3% e chegou a 155,4 pontos em novembro ante 151,9 pontos em relação a outubro, segundo apurou a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP). O resultado foi influenciado pela alta de 3,7% no Índice de Expectativa ao Consumidor (IEC), enquanto o Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA) permaneceu estável com alteração de apenas 0,1%. A escala do ICC varia de 0 – pessimismo total - a 200 pontos – otimismo total.
Considerando-se todas as evidências, o aumento no otimismo do consumidor paulistano apurado no mês de novembro pode ser explicado em grande parte pelas expectativas mais benignas para a inflação, o que notadamente preserva o poder de compra dos consumidores e aumenta o ímpeto em comprometer a parcela de sua renda, e perspectivas pela entrada dos recursos advindos do 13º salário. Aliam-se a isso, a permanência dos excelentes resultados nos níveis de emprego e renda.
Na análise segmentada, a satisfação dos consumidores com o momento atual (ICEA) apresentou-se praticamente estável, atingindo 149,1 em novembro contra 149 pontos em outubro. Destaca-se a assimetria verificada na classe do gênero, enquanto o público feminino demonstrou certo pessimismo – queda de 2% (143,6 pontos) -, o público masculino mostrou-se mais otimista, com alta de 2,1% (154,6 pontos).
Em relação à expectativa do consumidor (IEC), a entidade sinalizou o elevado grau de otimismo daqueles consumidores com renda superior a 10 salários mínimos, que apresentou alta de 2,3%, atingindo 165,7 pontos em novembro e o substancial ganho de confiança por parte dos consumidores com idade superior a 35 anos, que apresentaram alta de 7,4% ao passar de 146,8 em outubro para 157,7 pontos em novembro.
Nota metodológica
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é apurado mensalmente pela Fecomercio desde 1994. Os dados são coletados junto a cerca de 2.100 consumidores no município de São Paulo. O objetivo da pesquisa é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura.
Os dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade. O ICC varia de 0 (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Sua composição, além do índice geral, apresenta-se em: Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.
A metodologia do ICC foi desenvolvida com base no Consumer Confidence Index, índice norte-americano que surgiu em 1950 na Universidade de Michigan. No início da década de 90, a equipe econômica da Fecomercio adaptou a metodologia da pesquisa norte-americana à realidade brasileira. Atualmente, o índice da Federação é usado como referência nas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), responsável pela definição da taxa de juros no país, a exemplo do que ocorre com o aproveitamento do CCI pelo Banco Central.
CeluloseOnline com informações da Fecomércio-SP
|