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07/01/2012 - Desde abril do ano passado o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) discute a regulamentação dos procedimentos de medição de madeira em toretes, buscando alternativa de consenso, já que, embora proibida a utilização da medida em “metro cúbico estéreo” ainda não há, na prática uma solução definitiva para a questão.
De acordo com Marcelo Castilho de Freitas, chefe da Divisão de Articulação e Regulamentação Técnica Metrológica (Diart), da Diretoria de Metrologia Legal (Dimel), o processo de regulamentação está ainda em fase de análise. “Estão sendo discutidas as diferentes tecnologias envolvidas com a medição de madeira roliça, com o intuito de definir requisitos e procedimentos de medição. A próxima reunião para definição da proposta de regulamentação está prevista para fevereiro de 2012”, explica.
A necessidade de se estabelecer um processo de regulamentação técnica metrológica para os procedimentos e instrumentos de medição de madeira roliça demanda do fato de que a falta dessa regulamentação gera, entre outros problemas, uma certa “desconfiança” nas medições de madeira roliça e, por conseguinte, uma desconfiança na transação comercial.
“O papel do Inmetro é prover a credibilidade dos resultados das medições em metrologia legal e, com a regulamentação dos procedimentos e instrumentos de medição envolvidos com a comercialização da madeira roliça, será possível realizar o controle metrológico legal, que é um conjunto de atividades de metrologia legal - que visa a credibilidade dos resultados de medição, contribuindo para que as relações comerciais sejam mais justas para as partes envolvidas”, justifica Marcelo.
Para buscar uma solução, a diretoria de Metrologia Legal do Inmetro, formou um Grupo de Trabalho que está discutindo a proposta de regulamentação. Integram o grupo diversos representantes de empresas ligadas ao setor produtivo de base florestal, bem como os fabricantes dos instrumentos utilizados para a medição de madeira roliça. “Além disso, o Inmetro participa das reuniões da Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fornecendo informações sobre o andamento dos trabalhos do grupo que está discutindo a proposta de regulamentação”, acrescenta Marcelo.
CeluloseOnline
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