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02/02/2011 - Com a operação fabril centralizada na região Sul e Sudeste do Brasil, a americana Kimberly-Clark decidiu que chegou o momento de estender a estrutura para o Nordeste do país. A companhia irá abrir uma nova fábrica na região para produzir todas as linhas da empresa, dona de marcas como Kleenex, Intimus e Scott. Segundo matéria divulgada nesta quarta-feira (02) no Jornal Valor Econômico, a empresa "quer estar mais perto do mercado de consumo que mais cresce no país e, ao mesmo tempo, reduzir custos de logística e distribuição nos próximos anos". A nova unidade irá gerar 300 vagas diretas e 100 indiretas, pelas contas da companhia, que não fala em prazo para início da operação.
Hoje, boa parte do papel higiênico Neve e dos guardanapos Scott vendidos por lá têm que sair da fábrica de Mogi das Cruzes, em São Paulo. A produção da nova unidade irá abastecer apenas o Nordeste. As negociações com governos locais acontecem há pelo menos três meses, e a discussão envolve questões ligadas aos incentivos fiscais a serem liberados para a construção da fábrica na região. Ainda, segundo o Jonal Valor, órgãos de governo que Pernambuco e Ceará tiveram interesse no projeto.
A expectativa de investimento é de US$ 250 milhões no país até 2014. Os desembolsos com a fábrica fazem parte desse montante, assim como a construção de dois novos centros de distribuição (CD) no país, no Norte ou Nordeste (ainda a definir) e outro no Sul.Com essa iniciativa, a companhia chegará a quatro CDs no país, dobrando o número que existe hoje, e o total de unidades fabris passará de quatro para cinco. As atuais fábricas estão em Suzano (SP), Mogi das Cruzes (SP), Eldorado do Sul (RS) e Correia Pinto (SC).
Os novos CDs também são investimentos com foco estratégico. Estima-se que 80% de tudo que é distribuído da empresa pelo país saia apenas do CD Mata Atlântica, em Mogi das Cruzes, segundo relatório da empresa. Nos últimos dois anos, companhias de consumo, como Natura e P&G também descentralizaram a distribuição.
Essas iniciativas são cruciais no projeto de ampliação do tamanho da Kimberly-Clark no Brasil - quatro anos depois dos últimos investimentos fabris de peso do grupo. E recebeu o sinal verde da matriz porque, na avaliação do comando, no Texas (EUA), pode ser o momento certo para isso. Pesa o fato de que o mercado brasileiro tem crescido mais rapidamente do que a média do grupo no mundo. E tornou-se fundamental, para as principais multinacionais da área de consumo, crescer nos locais onde os resultados estão aparecendo.
Fonte: Valor EconÔmico/Adaptado por Celulose Online
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