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27/07/2010 - A política que o governo do Estado adotou desde 2007, ampliando incentivos fiscais para empreendimentos que agregam valor à produção, gera emprego e contribui para diversificar a base econômica, atraindo 136 empresas, com investimento de R$ 23 bilhões e previsão para gerar 52 mil empregos. Segundo o governador André Puccinelli, mesmo com os reflexos da crise financeira mundial do final de 2008, a economia de Mato Grosso do Sul reagiu bem, o que se refletiu no estoque de empregos com carteira assinada acumulado no período. Os dados do Ministério do Trabalho mostram que o número de novas oportunidades de trabalho entre janeiro de 2007 e junho de 2010 supera o registrado entre 2003 e 2006. Neste três anos e seis meses, foram 55.272 novos empregos com carteira assinada, enquanto o balanço dos últimos quatro anos do governo petista de José Orcírio mostra 43.706 vagas.
A base da política de incentivos fiscais – que garante competitividade ao estado na atração de investimentos – já existia, que é o MS- Empreendedor, com a concessão de até 67% isenção de ICMS por até 10 anos. André Puccinelli adotou, como diferencial, ampliar 90% o incentivo para empreendimentos, como a fábrica de papel celulose, a siderúrgica de Três Lagoas e o frigorífico com maior capacidade do País e que vai industrializar carne para exportação. “No caso do minério de ferro, por exemplo, como sai do estado sem beneficiamento, não é tributado internamente nem a exportação, por conta da imposição da Lei Kandir, que impõe uma perda anual de R$ 396 milhões nas vendas para o exterior de produtos primários e semi-elaborados, como o ferro e o manganês”, explica o governador.
Justamente para começar a reverter esta situação é que se estabeleceu a isenção dos 67% no ICMS na produção do ferro gusa e de 90% no aço, um esforço, conforme lembra o governador, para atrair um polo siderúrgico. Como desdobramento desta estratégia veio o projeto de instalação em Três Lagoas da siderúrgica Sitrel, do Grupo Grendene que além do gusa vai produzir vergalhões e fio-máquina. O investimento previsto é de 400 milhões de dólares com geração de mil empregos diretos. A expectativa é que em 2011 a empresa já esteja produzindo um milhão de toneladas de aço por ano.
O governador lembra também a ampliou da isenção de 90% de ICMS para o setor de papel e celulose, possibilitando o Estado se transformar num polo nacional de produção, já com a entrada em operação da fábrica da VCP, em Três Lagoas, um investimento de 1,5 bilhão de dólares, com capacidade para uma produção anual de 1,3 milhão de toneladas. O projeto da segunda linha de produção já está andamento.
O Grupo Florestal Investimento planeja investir 2,5 bilhões de dólares numa terceira unidade para produção de papel, celulose. Além de incentivo fiscal, o Governo está construindo um anel ferroviário de 6,2 km, investimento de R$ 33 milhões que vai tirar do centro da cidade os trens que são a principal via de escoamento da produção até os portos de exportação.
A produção de álcool e açúcar no Estado também passa por expansão,reflexo do boom mundial por combustível limpo, da logística, das condições de cultivo de Mato Grosso do Sul, mas em boa pedida reflexo dos incentivos (67% de isenção e um adicional em crédito outorgado para as unidades que fecharem o triple álcool-açúcar e energia elétrica. São 14 usinas em operação e mais 28 em implantação.
Fonte: A Critica/MS/Adaptado por Celulose Online
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