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Por Valter Jossi Wagner

02/09/2011 – Em sua visita às feiras Fenasucro (XIX Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira) e Agrocana (IX Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Açúcar), nesta quinta-feira (1/9), o Governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, sinalizou a potencialidade do Estado para a formação de florestas plantadas e para se consolidar como polo de celulose. Segundo o governador, o Mato Grosso do Sul está preparado para receber mais uma grande empresa do setor, mas ainda não citou nome de nenhum grupo.
“Hoje temos 450 mil hectares de eucaliptos plantados, que não são suficientes para o carvão vegetal, para siderúrgicas e para fornecimento da Fibria em sua expansão”. O Governador explicou que, como o ciclo do eucalipto exige no mínimo seis anos para o corte, o Estado está induzindo e fomentando no setor a necessidade de se ter novas plantações e florestas. “Isso porque queremos trazer para o Estado um terceiro empreendimento internacional - uma joint venture - que vai ser feita com capital nacional. “Aí teremos a terceira fábrica de celulose no Estado”, anuncia. Para Puccineli, o MS vai precisar em breve de ter, no mínimo, 1 milhão de hectares plantados para atender às necessidades de produção local.
Quanto à limitação para a aquisição de terras por estrangeiros, o governador disse que tem tratado com a Abraf (Associação Brasileira de Florestas) e buscando soluções. "Nós mostramos que esta limitação para alguns setores está errada. Eles entenderam e disseram que isto foi feito em decorrência da "barriga de aluguel" que a China queria fazer para arrendar terras nossas”. De acordo com o governador, o país asiático se beneficiava através da Lei Kandir e assim não pagava tributos, por conta da licença da lei destinada à exportação de alimentos. “Mostramos para a entidade que os setores de florestas e o de alimentos são diferentes”, comenta. O governador também citou que o setor, tal como o sucroenergético, está estabilizado com grandes investimentos. Ele avaliou que os dois setores precisam ter áreas próprias para produção “para não ficarem na insegurança do não fornecimento da matéria-prima”, completa.
André Puccineli também garantiu que existe espaço suficiente no Estado do Mato Grosso do Sul para receber mais duas empresas do setor de celulose e papel. Segundo ele, a capacidade máxima do Estado suporta quatro empresas do setor. “Temos agora a Fibria 2, a Eldorado Brasil em construção e iremos receber esta estrangeira que produzirá 1,5 de toneladas de pasta de celulose por ano”. O governador complementou que depois que o Estado atingir sua capacidade, o próximo passo é rever o limite de terras e madeiras suficientes, acima de 1 milhão de hectares. “Só depois poderemos pensar em ampliações futuras", concluiu.
CeluloseOnline
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