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10/10/2011 – É possível medir os fatores que aumentam o consumo nos diferentes mercados? Atualmente existem estudos que apontam uma relação das tendências de consumo com diversos mercados, como da embalagem, eletrônico, automobilístico, imobiliário, entre outros. Segundo a diretora do Instituto de Embalagens, Assunta Napolitano Camillo, para o ser humano decidir o que comprar, ele é induzido por motivações que passam despercebidas em seu dia-a-dia.
Durante o ABTCP 2011, a diretora ministrou a palestra “Tendências das Embalagens” no 1º Simpósio Latino Americano de Embalagens e mostrou que no mundo inteiro, há hoje um cenário composto por 18 grandes tendências que movimentam os mercados, mas ressaltou que cinco estão relacionadas diretamente com a questão das embalagens. São os critérios de conveniência, saúde, segurança, estilo de vida e sustentabilidade.
A executiva apontou a conveniência como a primeira tendência - a procura pela praticidade. “As pessoas querem uma embalagem de fácil abertura”, explica complementando que o fazer e o ato de armanezar também buscam este critério. Em segundo lugar, a questão da saúde preocupa toda a população, pois grande parte das pessoas procuram saber sobre os teores de sódio, açúcar, gordura, calorias compostos nos produtos alimentícios nas embalagens antes de consumirem os produtos.
A segurança é outro critério importante.” O consumidor precisa se certificar que as embalagens não tenham seus lacres rompidos e consequentemente violadas”, destaca Assunta. Outra questão é falsificação, forçando o público consumidor a estar mais atento diante das gôndolas dos supermercados.
O estilo de vida do consumidor também pesa na hora de escolher uma embalagem, ou seja, uma pessoa que vive só vai naturalmente se decidir por embalagens econômicas; pessoas que valorizam design e beleza vão procurar embalagens semelhantes.
Por fim, a sustentabilidade é um critério que tem ganhado força no Brasil e feito a cabeça dos consumidores. Há três anos, o assunto deixou de ser acadêmico e passou a ser tratado de forma séria. “Esta tendência existe fora do Brasil há 10 e 15 anos. A sustentabilidade tem que ser o tripé deste segmento, pois o consumidor passou a se preocupar com o produto final e sua valorização”, aponta Assunta.
A discussão sobre tendências em embalagens está acontecendo no cenário atual. “Há 20 e 50 anos atrás ninguém pensava e nem falava sobre isso. Hoje, o consumidor se preocupa os detalhes, o desenho em alto relevo, a alta definição e todas as outras inovações”, ressalta Assunta.
De acordo com a diretora do Instituto de Embalagens, o mercado de embalagens está aquecido, sendo que 80% do papel cartão vai para este setor. “A indústria deste segmento representa 39% do PIB da indústria gráfica”, observa.
A palestrante comentou que no campo das mudanças e tendências no que se refere ao mercado de embalagens, o futuro será desvendado para as empresas que compreenderem a força da palavra inovação, o que garantirá competitividade. Ela também pontuou que o conceito marca e embalagem é também fundamental para a manutenção de mercado, para se poder saber as tendências, entender o que elas são e segui-las. “A indústria da embalagem precisa se sintonizar com as necessidades do cliente. Está é a fórmula”, finaliza Assunta.
Colaboração: Victor Prates
CeluloseOnline
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