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publicado em 28/12/2011
Mesmo como o sexto maior PIB do mundo, o País precisa investir mais, diz Mantega
Ministro estima que Brasil pode demorar até 20 anos para atingir padrão europeu

28/12/2011 – O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou nesta segunda-feira (26) o fato de o Brasil ter superado o Reino Unido ao ocupar o posto de sexta maior economia do mundo. A nova posição em termos de PIB consta de estudo do Centro de Pesquisa para Economia e Negócios (CEBR, em inglês) e repercutiu na mídia internacional.
“Eu acho muito importante para o País ter alcançado esse patamar. Isso é resultado do desempenho do Brasil nos últimos anos, quando temos crescido mais do que no passado e mais rapidamente do que outros países”, disse o ministro.

Na avaliação de Mantega, o Brasil tende a consolidar essa posição porque o País continuará com um ritmo de crescimento maior do que outros países, devido a crise que afeta, principalmente, as economias avançadas.

“Os países que mais vão crescer são os emergentes como o Brasil, a China, a Índia e a Rússia. Dessa maneira, essa posição vai ser consolidada e a tendência é de que o Brasil se mantenha entre as maiores economias do mundo nos próximos anos e em condições, inclusive, de continuar ultrapassando outros países europeus, que vão continuar em marcha lenta”, avaliou o ministro.

Ao citar as boas relações comerciais do Brasil com outras nações atualmente, especialmente com os asiáticos, Mantega destacou que o País é “respeitado e cobiçado, tanto que os investimentos estrangeiros diretos devem somar US$ 65 bilhões esse ano”. 

O ministro reconhece que, apesar de se tornar o sexto maior PIB do mundo, o País ainda precisa investir mais nas áreas social e econômica. Ele prevê, por exemplo, que o Brasil pode demorar entre 10 e 20 anos para  fazer com que o cidadão brasileiro tenha um padrão de vida europeu. 

Destacou que apesar de o Brasil ter triplicado a renda per capita na última década, situando-se hoje em US$ 12,5 mil por ano, essa renda deve chegar a US$ 25 mil ou US$ 30 mil/ano para que toda a população possa gozar de um padrão de vida satisfatório.

“Isso significa que nós vamos ter que continuar crescendo mais do que esses países, aumentando o emprego e a renda da população”, disse. Para Mantega, o Brasil ainda não pode ser considerado um país avançado. 

“Nós temos um grande desafio pela frente. Temos que caminhar muito e melhorar ainda mais o padrão de vida da população, com mais acesso a bens e serviços, saúde, educação e moradia. Mas, a boa notícia é que nós estamos nessa direção e caminhando a passos largos para que o Brasil, num futuro próximo, seja um país melhor”.  

Entre outros desafios para que o País se mantenha em destaque no cenário global, o ministro citou a manutenção do dinamismo da economia e o enfrentamento dos problemas gerados pela crise, como o encolhimento dos mercados, a falta de crédito internacional e o aumento da concorrência predatória.

Mantega considera que o Brasil está preparado para enfrentar esses desafios. “A partir daquilo que nós semeamos, da solidez da economia brasileira, das reservas que nós acumulamos (mais de US$ 350 bilhões), da melhoria da qualificação da mão-de-obra e de um mercado interno forte, poderemos continuar trilhando o caminho do crescimento maior do que a média dos países europeus” reforçou. 

O ministro lembrou que no período de 2003 a 2010, a economia brasileira cresceu, em média, 4% ao ano, incluindo dois anos de estagnação (2003 e 2009).  Ele avalia que em 2011 crescerá algo em torno de 3% e mais do que isso nos próximos anos.

Para Mantega, o Brasil tem condições de aumentar a média de crescimento acima de 4% nos próximos anos, posicionando-se ao lado da China, Índia, Rússia e Coreia. Por outro lado, avalia que os países da Europa crescerão entre 1,5% e 2% e os Estados Unidos terão dificuldade em crescer mais do que 2%.  

CeluloseOnline com informações da  Assessoria de Comunicação Social – GMF
 

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