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Da Redação
07/12/2011 - Atualmente, Minas Gerais é considerado o maior produtor e consumidor de madeira em tora do país. O Estado produz cerca de 18 milhões de metros cúbicos de madeira em tora de eucalipto por ano. Segundo a Associação Brasileira de Silvicultura, o negócio florestal em Minas Gerais representa hoje 7% do PIB estadual, agregando R$ 3,8 bilhões em exportações e respondendo por 731 mil empregos.
O ritmo de expansão das plantações florestais tem se mostrado abaixo da média dos anos anteriores – em 2005 o Estado chegou a um ritmo anual de 160 mil hectares/ano de plantio de florestas de eucalipto, atualmente planta 130 mil hectares/ano –refletindo os impactos da crise econômica mundial (escassez de crédito e redução de consumo). Porém, a expectativa é que esse cenário possa mudar a qualquer momento e seja tarde para reverter essa situação.
Em até seis anos, Minas Gerais terá que cumprir uma lei estadual que obriga as empresas que operam em Minas Gerais a usar 95% de madeira de árvores plantadas. E é exatamente esse ponto que preocupa empresários de todo o país. Especialistas fazem uma estimativa de que a região terá que plantar até 200 mil hectares/ano até 2018 para suprir a demanda do mercado, isso significa adicionar aproximadamente 60 mil hectares/ano ao nível de plantio atual. Isso, sem contar, o aumento da demanda caso novos projetos industriais envolvendo o consumo de madeira de eucalipto se concretizem.
Soluções
Uma das alternativas usadas pelo governo do Estado junto da iniciativa privada é o incentivo a expansão das áreas de reflorestamento. Desde 2003, o Programa de Fomento Florestal do Governo de Minas Gerais por meio do Instituto Estadual de Florestas ganhou impulso: os recursos captados junto aos consumidores de madeira são aplicados na expansão da base florestal do Estado por meio de fomento aos pequenos e médios produtores rurais.
Contudo, o fomento não é suficiente para solucionar o déficit de madeira em Minas Gerais. Produtores independentes estão encarando esse cenário como uma oportunidade de negócio. Um exemplo é a EBFlora – dedicada a investimentos em negócios florestais.
A empresa está investindo no estabelecimento de plantações florestais em Minas Gerais e em outras regiões do país, tendo em vista a perspectiva da crescente demanda de madeira. “Nos últimos anos, as florestas emergiram como uma classe de ativos bastante atrativa sob a ótica dos investidores institucionais, o que tem feito com que empresas se consolidem bastante rápido no cenário nacional como produtores florestais independentes”, diz nota da empresa.
CeluloseOnline
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