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20/03/2010 - O projeto Observando os Rios, da SOS Mata Atlântica, atua como um importante componente de mobilização, educação ambiental e monitoramento participativo da evolução do Projeto de Despoluição do Rio Tietê, a cargo da Sabesp, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Em parceria com grupos de monitoramento, o projeto encerrou 2008 com 300 grupos de monitoramento formados no Alto Tietê e 15 no Médio Tietê, que acompanham 196 corpos d’água, em 32 municípios da Bacia do Alto Tietê, e 28 na do Médio Tietê. Representantes desses grupos de monitoramento integram a II Jornada pelo Tietê.
Ao longo dos anos de 2002 até agora, as coletas realizadas, mensalmente, por seis grupos de monitoramento no trecho entre Pirapora do Bom Jesus e Porto Feliz, indicam variações da qualidade da água que vão de índices péssimos, ao aceitável. As corredeiras do rio Tietê e os remanescentes de Mata Atlântica na região da Estrada Parque contribuem para oxigenação da água e melhoria das condições ambientais do rio, que começa a “ressuscitar” nesse trecho, mas volta a apresentar qualidade ruim junto a foz do rio Jundiaí, em Salto, por contribuições de cargas poluidoras de outras bacias hidrográficas. Após a cidade de Porto Feliz o rio já apresenta índices aceitáveis de qualidade da água, com menos odor e presença de peixes.
Rede das Águas e o monitoramento de rios da Mata Atlântica
A Rede das águas, um dos principais programas da SOS Mata Atlântica, tem como objetivo avaliar a qualidade dos rios da Mata Atlântica e desenvolver, executar e aplicar ações como o projeto Observando os Rios, que organiza, capacita e instrumentaliza grupos sociais para o monitoramento da qualidade da água em rios, nascentes e córregos das regiões hidrográficas da Mata Atlântica. Com o projeto, já foi possível avaliar a qualidade da água de mais de 260 rios em diversas bacias hidrográficas brasileiras. Só no ano de 2009, 100 novos grupos de monitoramento aderiram à causa em dez Estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Alagoas, Ceará, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Amazonas, onde o trabalho é realizado por outra organização. Ao todo, já são 12 bacias hidrográficas monitoradas, com 480 grupos em diversos pontos de coleta de água e informações.
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