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publicado em 09/03/2010
Mulheres conquistam alto escalão das empresas
Pesquisa compara participação feminina nos cargos das melhores empresas do Brasil, Estados Unidos, México e Europa

Da Redação

09/03/2010 - Estudo exclusivo conduzido pelo Great Place to Work, empresa global especialista em ambiente de trabalho, levantou dados sobre a participação feminina no ambiente corporativo das melhores empresas no Brasil, Estados Unidos e México. O resultado do estudo foi divulgado neste dia 08 de março - Dia Internacional da Mulher e mostra que elas estão ocupando espaços do mercado. Em 2009, o público feminino ocupava 43% dos postos de trabalho das “Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil” e 46% dos cargos das “Melhores Empresas para Trabalhar – Estados Unidos”. As mulheres equivalem a 45% da força de trabalho das “Las Mejores Empresas para Trabajar – Mexico” e 39% nas 100 melhores empresas da Europa.

No Brasil, as mulheres estão em 36% dos postos de liderança, inclusive na presidência de empresas como Brasilata, Byofórmula, Cultura Inglesa, Ericsson, Instituto Itaú Cultural, Laboratório Sabin, Magazine Luiza, Prezunic, Quintiles Brasil e Zanzini Móveis. No México, entre diretores e gerentes, a participação feminina é de 21% e 40%, respectivamente; nos Estados Unidos, elas ocupam 40% dos cargos de chefia.

Com dados de 2009, o compêndio comprova que os gestores das melhores empresas associam as profissionais a competências como capacidade de lidar com diferentes perfis de pessoas; bom desempenho em situações adversas; e empenho para inspirar e motivar as equipes. A pesquisa mostra, também, que na comparação da participação feminina no ambiente corporativo no Brasil, Estados Unidos, México e Europa, o índice mais baixo é o das empresas europeias.

Segundo o coach executivo Marcelo Jabur, professor da Fundação Getúlio vargas, as mulheres têm vantagens em relação aos homens, o que está permitindo a elas essa nova performance nas melhores empresas para se trabalhar. Ele diz que elas demonstram capacidades comportamentais altamente solicitadas nos últimos anos.

"Um primeiro ponto a ser destacado é a capacidade de trabalhar em equipe. A mulher tem, em função de sua capacidade de agregação, um talento especial na condução de pessoas na busca de objetivos comuns".
O coach avalia que essa habilidade pode levar, com muito mais facilidade, à transformação de um grupo de trabalho a um time de alto rendimento. "Nesse caso a busca é pela sinergia".

Na ótica do professor, a mulher também está conquistando seu espaço por conta da força de sua palavra e da capacidade de persuasão. "Essa condição é quase inigualável quando nos deparamos com uma mulher na função de gestão. Existe um componente comportamental suavizado que invariavelmente leva a equipe a entender aquele caminho como o mais adequado", explica Jabur.

No Brasil, 43% dos postos de trabalho das 100 “Melhores Empresas para Trabalhar” são ocupados por mulheres, sendo 36% postos de liderança, totalizando 19.586 em postos de chefia. No total, as empresas que integram o ranking empregam 403.587 profissionais, dos quais 174.902 são mulheres. O processo de ascensão feminina no ambiente corporativo brasileiro tem sido contínuo: em 1997 apenas 11% dos cargos de liderança eram ocupados por mulheres. Hoje, 10 das melhores empresas são presididas por mulheres – Brasilata, Byofórmula, Cultura Inglesa, Ericsson, Instituto Itaú Cultural, Laboratório Sabin, Magazine Luiza, Prezunic, Quintiles Brasil e Zanzini Móveis. Nas empresas geridas por mulheres, o índice de confiança dos funcionários é maior: 83% versus 81% (companhias lideradas por homens).

Em contrapartida, as mulheres brasileiras demonstram níveis de satisfação menores do que os homens: na média geral, o índice de satisfação é 83% contra 76% das mulheres. A análise mostra que apesar de todo o avanço da participação feminina no mercado de trabalho, ainda existem diferenças importantes – atuando em uma mesma posição profissional, a mulher ganha menos, leva mais tempo para atingir cargos de liderança e dedica mais tempo ao estudo, formação e aprimoramento profissional. Das 100 melhores empresas brasileiras, 54 têm sede no Estado de São Paulo – companhias que contam com 44% de mulheres; 36% dos cargos de chefia (diretoria, gerência e supervisão) são ocupados por mulheres.

Nos Estados Unidos, dados da pesquisa “100 Best Companies to Work” – publicada pela revista Fortune – mostram a ocupação feminina em 46% dos postos de trabalho das melhores e 40% dos cargos de liderança, sendo quatro o número de empresas que têm mulheres na presidência: Sally Jewell (Recreational Equipment Inc.); Terri L. Kelly (W.L. Gore & Associates Inc.); Donna Hyland (Children´s Healthcare of Atlanta); e Maxine Clark (Build-A-Bear Workshop).

No México, a análise da pesquisa “Las Mejores Empresas para Trabajar – Mexico”, aponta que o índice de participação feminina nas é de 45%. Entre os diretores e gerentes, o índice de participação feminina é de 21% e 40%, respectivamente. O índice de satisfação das mulheres mexicanas com a empresa para as quais trabalha é equivalente ao masculino, ou seja, 78%

Segundo José Tolovi Jr., CEO Global do Great Place to Work, a participação das mulheres está praticamente equilibrada no Brasil, México e Estados Unidos no ambiente corporativo das “Melhores Empresas para Trabalhar”. “Na Europa notamos que há disparidade entre a participação feminina e masculina nos postos de trabalho. Um outro dado revelado pela pesquisa é que embora Brasil e México tenham índices muito próximos, o Brasil apresenta melhores resultados na ocupação feminina nos postos de chefia”, analisa Tolovi Jr.

Avaliação internacional
O Great Place to Work realiza no Brasil, há mais de uma década, a pesquisa “Melhores Empresas para Trabalhar” – pesquisa que hoje é conduzida em 44 países, sendo coordenada pelos 37 escritórios da empresa global, especialista em ambiente de trabalho. Com a missão de “Construir uma sociedade melhor, ajudando as empresas a transformar seu ambiente de trabalho”, o Great Place to Work® se dedica a ajudar as organizações de qualquer tamanho a compreender as características, práticas e atitudes que conduzem à criação de um excelente lugar para trabalhar.

A pesquisa Melhores Empresas para Trabalhar é baseada em duas avaliações: uma com os colaboradores, que respondem a um questionário – o Trust Index© –  sobre o ambiente de trabalho, voluntário e anônimo, por meio do qual descrevem a realidade da empresa e explicam o que consideram único e diferenciado em seu ambiente de trabalho. O resultado da pesquisa é baseado na avaliação do nível de confiança dos funcionários, em cinco dimensões: Credibilidade, Respeito, Imparcialidade (que representam a Confiança), Orgulho e Camaradagem. A outra avaliação, feita com a própria empresa, detalha as práticas conduzidas pelas organizações – por meio do Culture Audit© –, envolvendo as três perpectivas da gerência, que são Atinge seus objetivos (Inspirando seus colaboradores; Compartilhando informações; Ouvindo com sinceridade); Com pessoas que dão o melhor de si (Reconhecendo o bom trabalho; Desenvolvendo pessoas e profissionais; Cuidando dos indivíduos); e que trabalham juntas como uma família/equipe (Recrutando com foco na cultura; Celebrando as conquistas; Compartilhando os resultados).

A participação dos colaboradores responde por 67% da média final da empresa e se baseia nas respostas concedidas ao questionário Trust Index©, que expressa o índice de confiança dos colaboradores para com a organização, e na avaliação dos comentários feitos pelos funcionários. A avaliação das práticas das empresas, expressas no Culture Audit©, tem peso de 33%.

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