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Por Luciana Grili e Valter Jossi Wagner

14/10/2010 – Encontros de negócios, profissionais em busca de conhecimento, exposição de marcas, produtos e serviços. A edição 2010 do ABTCP-TAPPI reuniu 15 mil visitantes e quem esteve na feira pôde perceber um clima de otimismo, que parece ter contagiado visitantes, congressistas e expositores. Nos estandes, plateias de palestras e corredores do Transamérica Expo Center houve espaço para o networking – poderosa ferramenta estratégica que tem alavancado negócios e carreiras. Essa rede de contatos é uma característica em ascensão no setor de celulose e papel, que tem nos últimos anos alavancado parcerias, fusões e negócios coligados.

O ABTCP 2010 – que incluiu os eventos ABTCP-TAPPI 2010 – 43º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel e ABTCP-TISSUE 2010 – 1º Simpósio e Exposição Latino-Americana de Tissue –, promovido pela ABTCP, entre os dias 4 e 6 de outubro, em São Paulo, lançou um clima de retomada dos investimentos no setor, anunciado por executivos da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel. Segundo o presidente da entidade, Lairton Leonardi, há um novo ciclo de investimentos para o setor de C&P até o ano de 2020, que deve alcançar a média de US$ 20 bilhões. Para este ano, o executivo fez uma previsão de crescimento na ordem de 3,7%.
Esse novo cenário enterra o período de paralisação dos projetos – reação provocada pela crise financeira internacional nos anos de 2008 e 2009, que parece ter afetado até o maior evento do setor – o ABTCP 2009.
Hoje, com o aquecimento do mercado favorável ficou claro para os participantes que há novos players no País, projetos de implantação de novas fábricas, o que deverá duplicar a produção de celulose até meados de 2020.
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Segundo Carlos Farinha e Silva, um dos maiores especialistas do setor de celulose e papel do País, vice-presidente da consultoria finlandesa Pöyry e membro do conselho da ABTCP, o Brasil terá 10 novas fábricas até meados de 2020, com a capacidade produtiva atingindo mais de 20 milhões de toneladas/ ano. O BNDES já anunciou que irá financiar R$ 19 bilhões em projetos do setor até 2013.

Para Fredo Demuth, presidente da Demuth Máquinas Industriais, o aquecimento do mercado de celulose e papel trouxe mais público para o ABTCP neste ano. “O que mais me chamou a atenção é que nesta edição a feira concentrou muitos mais pessoas com poder de decisão, o que acreditamos estimular futuros negócios”. O executivo avaliou o evento como positivo e estimulante para projetos a curto e médio prazo. “A feira aumenta muito o relacionamento profissional. Aqui trocamos ideias, ouvimos clientes, o que é muito interessante”, argumenta.

Mariana Sá, responsável pelo marketing e é assistente executiva da Andritz, avaliou o evento como estratégico para exposição de marcas das empresas. Segundo ela, a Andritz que sempre participa do evento, se surpreendeu neste ano. “Antes do evento começar tivemos receio quanto à visitação no estande, por ter ficado numa posição no final da exposição, mas nosso espaço ficou lotado todos os dias. Recebemos aqui clientes, fornecedores”, afirma.

Alguns expositores aderiram ao novo formato da feira, pautado pela direção do evento com redução de um dia no toal, mas outros ainda preferem a antiga marca do ABTCP, com quatro dias de exposição aberta ao público. Claudinei Gabriel, gerente de contas da FAG, defende esta opinião. “Preferimos a feira com quatro dias, pois sabemos que há muitos visitantes fora do eixo São Paulo e que acabam ficando sem tempo para visitar os espaços interessantes”, coloca.

Na opinião do inglês Paul Antony, gerente de processos da CentroProjekt, o ABTCP está voltando ao nível de 3 a 4 anos atrás,quando a feira era maior. “Participamos da exposição e também do jantar e percebemos uma grande movimentação lá,com formadores de opinião. Antony sinalizou o apelo da feira para a questão da sustentabilidade – tema que permeou muitas discussões.
Celulose Online
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