|
Por Candida Lemos
01/02/2011 - O uso de energia 100% renovável, oriunda da biomassa e dos resíduos da fabricação da celulose, a redução do uso de combustíveis para transporte de insumos químicos, além do reaproveitamento de subprodutos gerados na fabricação do clorato de sódio são apenas alguns diferenciais de sustentabilidade da fábrica de químicos que será construída pela Akzo Nobel na zona norte da cidade de Três Lagoas (MS).
A AkzoNobel anunciou que vai investir cerca de 90 milhões de euros na construção da fábrica que será operada pela unidade de negócios de produtos químicos para papel e celulose da empresa, a Eka Chemicals, e atenderá a maior da usina de celulose do mundo, a Eldorado Celulose e Papel. Antonio Carlos Francisco, diretor presidente da Eka Chemicals do Brasil, Unidade de Negócios Papel e Celulose da AkzoNobel, explica que a fábrica vai operar no conceito de ilha química.
Isso porque, a ilha química não somente reduz os riscos de fornecimento, mas racionaliza os transportes de matérias-primas e de produto e utiliza as várias sinergias entre produtor e consumidor economizando custos. “Este conceito tem sido muito bem sucedido no Brasil. Desde 2005, a Eka Chemicals já opera ilha química em outras localidades.”
A sustentabilidade está presente em todo o projeto da fábrica, inclusive nas sinergias de operação, como a utilização do sistema de utilidades e efluentes de forma compartilhada pelos vários setores. Antonio Carlos Francisco afirma ainda que, considerando a unidade como um todo, a AkzoNobel está inserida em um contexto de não ter equipamentos duplicados, o que melhora a eficiência na escala como um todo.
A fábrica abrangerá o fornecimento, armazenamento e manipulação de todos os produtos químicos para os 1,5 milhões de toneladas por ano da fábrica nova (Green Field Mill), que está sendo construída em Três Lagoas, pela Eldorado. A usina deverá entrar em operação em setembro de 2012. A produção da nova fábrica será principalmente de dióxido de cloro e de clorato de sódio (matéria-prima utilizada para a produção de dióxido de cloro). A produção de dióxido de cloro será 100% absorvida pela Eldorado. Já a produção de clorato de sódio será destinada em 50% para a Eldorado, enquanto os outros 50% serão destinados para o mercado.
O contrato de fornecimento entre Akzo Nobel e Eka Chemicals com a Eldorado será de 15 anos. “Estes contratos de longo prazo demonstram o bom relacionamento da AkzoNobel e da Eka Chemicals com os seus clientes, além da visão de futuro em termos da Indústria de celulose e papel no Brasil”, afirma o diretor presidente da Eka Chemicals do Brasil, Unidade de Negócios Papel e Celulose da AkzoNobel, Antonio Carlos Francisco. A área de celulose e papel corresponde a aproximadamente 20% do negócio de produção de insumos químicos da AkzoNobel.
As obras para a fábrica de celulose já tiveram início, mas para a Eka Chemicals, a fase de projetos já está em andamento. As obras da fábrica de químicos devem ter início por volta de abril deste ano e a previsão é que as operações se iniciem a partir de outubro de 2012. Em pleno funcionamento, a usina contará com aproximadamente 50 funcionários em sua operação.
Celulose Online
|