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publicado em 23/04/2010
O Sequestro de carbono pela Celulose Riograndense
A redução dos custos de produção atinge R$ 3,5 mi por ano

23/04/2010 - Para produzir 60 mil toneladas anuais de papel em sua fábrica de Guaíba, a Celulose Riograndense utiliza um insumo chamado Carbonato de Cálcio Precipitado (PCC), que realça as propriedades físicas, óticas e de impressão do papel. Até 2007, a empresa comprava, anualmente, cerca de 11 mil toneladas de PCC, produzidas em Mucuri (BA) e Jacareí (SP). Todos os meses, 23 carretas circulavam pelas estradas brasileiras até chegar à fábrica no Rio Grande do Sul. Eram 2.400 km quando vindas de Mucuri e 1.200 km quando a origem era Jacareí.

Visando a reduzir custos e, ao mesmo tempo, contribuir para o meio ambiente, a partir de dezembro de 2007, a Specialty Minerals passou a operar e a produzir o PCC dentro da área industrial da Celulose Riograndense, em Guaíba, num investimento de US$ 800 mil. Para produzir o PCC, a S. Minerals utiliza o carbono existente nos gases gerados nos processos de combustão da produção de celulose e que, até então, era lançado pela chaminé da fábrica.    

Desta forma, a cada ano, a Celulose Riograndense deixa de lançar na atmosfera cerca de 10,5 mil toneladas de dióxido de carbono, transformando este componente em matéria prima para a produção de PCC e, sequencialmente, de papel.  Para a produção de cada tonelada de papel, há uma economia de aproximadamente R$ 40 – R$ 50 com a produção interna do PCC. Também deixaram de circular pelas estradas brasileiras 273 carretas por ano, que transportavam o PCC, gerando uma economia de 242 mil litros de diesel que, queimados, resultariam em mais 550 toneladas de CO2 na atmosfera.

O presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, reforça que a estratégia da empresa é focada no crescimento sustentável e analisa os ganhos sociais, ambientais e econômicos com este processo: "A solução encontrada é um exemplo da prática de gestão sustentável: há ganho econômico, com redução dos custos de produção em R$ 3,5 milhões por ano; ganho social, ao se gerar mais empregos diretos e indiretos, ao se atrair mais uma empresa para o RS e ao contribuirmos para reduzir o tráfego nas sobrecarregadas estruturas viárias; e ganho ambiental, pois ao sequestrarmos mais de 10 mil toneladas de dióxido de carbono da atmosfera, estamos contribuindo para reduzir o impacto do efeito estufa e das mudanças climáticas", diz o executivo.

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