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Andréa Berzotti

22/11/2010 – O executivo Antonio Maciel Neto, CEO da Suzano Papel e Celulose, foi o primeiro a participar das sessões do V Congresso Latino-Americano sobre as perspectivas do Setor de Celulose e Papel, que está acontecendo nesta segunda e terça-feira (22 e 23), em São Paulo. Grande parte dos executivos do setor está presente para as discussões. Maciel afirmou que o mercado de C&P está bastante promissor, desde que as empresas invistam em tecnologia ambiental. Para ele, a produção de celulose brasileira, por exemplo, passará nos próximos anos, de 24 para 53 milhões de toneladas. Mas, o forte discurso do presidente da Suzano foi um alerta em investimentos em biotecnologia.
Segundo Maciel, atualmente o mundo vive uma era de oportunidades para a geração de energia e a geração de combustíveis renováveis vai passar pelo setor de celulose, com milhões de dólares de investimentos. “Em nossas perspectivas, as tendências são muito positivas para a biomassa”.
No quesito futuro do papel, Maciel mostrou um graphic paper com três cenários econômicos. O primeiro deles é no que diz respeito ao crescimento da demanda da utilização do papel, mesmo com a forte tendência da digitalização. O outro traz a baixa substituição do papel pela digitalização em países desenvolvidos. O terceiro mostra uma demanda de apenas 0,3% da utilização do papel e uma pequena no consumo do papel. Segundo ele, o Brasil hoje atua com o segundo cenário, em que a substituição dos meios eletrônicos, não irão atrapalhar o consumo do papel.
Em relação ao mercado de fibras, o executivo acredita nas perspectivas positivas. “Temos um espaço para crescer em fibras curtas. É muito positiva a tendência de crescimento na América Latina”, adiantou. Outro fator positivo em relação à América Latina é o destaque que vem tendo nas florestas. “É nosso grande diferencial”.
Segundo ele, a América Latina vai suprir , até 2015, em 63% a demanda de fibra. “Nos últimos 12 meses, cerca de 46% de nossa celulose está sendo exportada para a Europa”. E é diante deste cenário que fica os desafios para o Brasil como a melhora em logísticas e estrutura tributária – bastante deficiente, custo de capital , além de uma grande evolução na parte de educação e nas taxa de câmbio.
Em questões de meios sustentáveis, até 2024, grande parte das empresas terá de estar do lado certo da sustentabilidade. “Quem quiser cuidar do planeta tem que estar ao lado da biotecnologia”. Para entrar nessa linha, Neto destacou a aquisição da Futura Gene – uma empresa separada que busca aumento de produtividade da Suzano e que desenvolve projetos de sustentabilidade para a companhia.
Suzano
Antonio Maciel Neto mostrou-se confiante em relação ao plano 20/24, que traz projetos para a Suzano ao completar 100 anos. Tanta confiança foi gerada graças ao ano passado, época em que muitas empresas sofriam com a crise mundial, a indústria teve 36% a mais de investimentos. A produção da companhia está hoje em 1.100 milhões de toneladas, desse total, a empresa exporta mais de 40% de sua produção. De 2004 a 2009, a Suzano teve um crescimento de 18% ao ano, com a aquisição da linha de Mucuri.
Celulose Online
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