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05/09/2010 - O chanceler uruguaio, Luis Almagro, advertiu que é "impraticável" mudar a localização da fábrica de pasta de celulose UPM, ex-Botnia, na fronteira com a Argentina, como reclamam moradores da cidade de Gualeguaychú, neste país.
A Assembleia Cidadã Ambiental de Gualeguaychú -- promotora do protesto que manteve bloqueada durante mais de quatro anos a ponte General San Martín, que liga o município ao uruguaio Fray Bentos, onde está a indústria -- retomará no domingo os cortes "parciais", exigindo que a fábrica seja removida.
O bloqueio era motivado por acusações de que a indústria poluía o Rio Uruguai, que separa os dois países. O conflito diplomático decorrente das posições contrárias de ambas nações fez com que o caso fosse encaminhado pela Argentina à Corte Internacional de Justiça, em Haia, que deliberou sobre o tema em abril.
Em sua decisão, o tribunal negou que a empresa fosse contaminante, mas admitiu que o Uruguai havia desrespeitado um tratado sobre o limite natural ao autorizar sua instalação. Os magistrados, então, recomendaram que os dois governos instituíssem um controle conjunto ambiental da região, cujas tratativas estão em curso.
Fonte: ANSA Latina. Adaptado por Celulose Online
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