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10/08/2010 - O chanceler da Argentina, Héctor Timerman, afirmou nesta segunda-feira (9) que o conflito com o Uruguai, iniciado devido à instalação de uma fábrica de pasta de celulose da empresa finlandesa UPM, está superado.
"Vai haver uma comissão de cientistas uruguaios e argentinos, dois de cada país, que vão ingressar nos estabelecimentos que estejam sobre o Rio Uruguai e vão monitorar o controle ambiental", mas "não há nada mais para resolver", indicou Timerman, fazendo referência ao acordo feito pelos dois países no último dia 28.
A instalação da UPM na cidade uruguaia de Fray Bentos, na fronteira com a Argentina, causou um dos maiores conflitos diplomáticos da história das nações, levando o governo argentino a encaminhar uma demanda ao Tribunal de Haia, que julgou que Montevidéu violou um tratado internacional. No entanto, nenhum punição foi estabelecida.
Além disso, a Assembleia Ambiental da cidade de Gualeguaychú manteve, desde 2006, um bloqueio à ponte General San Martín, também na região fronteiriça, para protestar contra a instalação da indústria, que alegam ser poluente.
O protesto foi interrompido por 60 dias para favorecer as atuais negociações, prazo que termina no dia 19 de agosto. Apesar do acordo citado pelo chanceler, ambientalistas dizem que o conflito "não está solucionado" e não descartam a possibilidade de retomar um plano de luta a partir da próxima semana.
O ativista Roberto Marchesini assegurou que o grupo continuará "em alerta" e que nesta quarta-feira (11) discutirão se retomam ou não as atividades de protesto.
Por sua parte, Timerman advertiu que um novo bloqueio "é um tema da Justiça e das autoridades competentes". O chanceler disse ainda que "será a ciência que vai decidir se alguma empresa [em alguma das margens do rio Uruguai] viola a lei de acordo com temas ambientais". "Os governos já terminaram sua gestão, chegamos a um acordo e esses acordos vão ser respeitados por ambos os países", reforçou.
Fonte: ANSA/Adaptado por Celulose Online
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