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29/01/2011 – A Fundação SOS Mata Atlântica, em debate online ocorrido na última quinta-feira(27), abordou a atual situação que o Estado do Piauí vive para ter parte de seu território reconhecido como bioma de mata atlântica. Atualmente, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Piauí não reconhece as áreas onde estão instaladas as carvoarias como parcela integrante do Bioma Mata Atlântica, pelo fato que elas estão desmatadas para siderurgia e agricultura.
O debate teve participação de Maria Carmem Almeida, curadora do Meio Ambiente do Ministério Público de Piauí; Tânia Maria Martins Santos da Rede Ambiental do Piauí – REAPI; Francisco Soares, diretor da Fundação Rio Paraíba – FURPA e Mario Mantovani que é diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica.
Para os convidados do encontro na internet, o maior entrave que o Piauí tem para ter seu reconhecimento é a questão da política financeira. “Na região debatida, há muitos políticos que possuem áreas públicas que foram griladas, dificultando com a preservação que tanto lutamos”, afirmou Tânia Maria.
Segundo Maria Carmem, no sul do Piauí, o IBGE tem em seu mapa registrado áreas da Mata Atlântica, caatinga e cerrado, mas na opinião dela o Estado fica omisso, não reconhecendo esta área como área de preservação nacional e deixando a extração acontecer. “De todos os biomas brasileiros a Mata Atlântica é o mais ameaçado. Tem apenas cerca de 7% de sua cobertura original. O desmatamento é proibido, mas no Piauí as carvoarias desrespeitam a lei”, concluiu.
O diretor Mário Mantovani foi questionado durante o debate com relação ao Ministério Público. A dúvida do público era se o Ministério é parceiro destas ONGs e se vem ajudando no combate da extração ilegal da Mata Atlântica. Segundo ele, a Fundação SOS Mata Atlântica entrou com uma ação no Ministério Público do Piauí e aguarda definições. "Solicitamos que as empresas que atuam nestas áreas, mesmo possuindo esta autorização para a extração, comprovem com documentos firmes e assinados, para atender à lei”, disse Mario Mantovani,
Francisco Soares fez um apelo final para que a mídia tenha maior participação da mídia como divulgadora destes desmatamentos que são distribuídos pelo País. “É um problema nacional, continuaremos lutando juntos para conseguir que o Piauí consiga esta identificação de bioma”, finalizou.
Colaboração: Victor Prates
Celulose Online
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