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publicado em 28/12/2011
Preços das exportações nacionais subiram 24.4% em 2011
O resultado só é menor que o verificado em 1995, quando o aumento foi de 11,1%, e no ano passado - alta recorde de 15,9%

28/12/2011 - De acordo com projeção da Austin Rating a partir de dados da Funcex (Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior) os  preços das exportações nacionais subiram 24,4% no ano, até novembro, contra aumento de 14,5% das importações.

Os termos de troca - relação entre os preços de importações e os preços de exportações - devem encerrar 2011 com alta em torno de 8%, segundo), dando continuidade a um ciclo fecha vantagens para a balança comercial brasileira.

O resultado só é menor que o verificado em 1995, quando o aumento foi de 11,1%, e no ano passado - alta recorde de 15,9%.

Entre 24 setores de atividade, no período de janeiro a novembro, os termos de troca ficaram positivos em 16 e negativos em oito - seis deles ligados a commodities.

Exportações

Na outra ponta, a melhora nos preços das exportações brasileiras foi mais que suficiente para compensar a piora nas importações. Entre janeiro e novembro, enquanto o total exportado em volume financeiro (US$) cresceu 29,2%.

Por setor de atividade, a extração de minerais metálicos - aqui está o minério de ferro, o principal produto das exportações nacionais - ganha destaque com expansão de 4,7% nos termos de troca no acumulado janeiro-novembro. É uma alta significativa se for considerado o forte parâmetro de comparação: em 2010 os termos de troca do segmento registraram aumento de 22,8%.

Produtos alimentícios e bebidas (incluem itens como óleo de soja e suco de laranja) também vão bem no acumulado do ano, com avanço de 9,3% nos termos de troca (+8,8% em 2010). Agricultura e pecuária aponta reversão: depois da queda de 4,8% em 2010, até novembro deste ano o segmento tem alta de 7,3%.

Já entre os termos de troca negativos de 2011 chama a atenção o setor de celulose, papel e produtos de papel. Depois da expansão de 23,9% em 2010, neste ano os termos de troca acumulam ligeira perda (-1,8%).

A extração de petróleo apresentou a mesma trajetória - a alta de 18,8% de 2010 passou para pequena queda de 1,7% em 2011. Contudo, a queda nos dois casos deve ser relativizada porque vêm de uma base de comparação elevada.

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