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publicado em 26/01/2012
Preços de papel e celulose devem se recuperar
Produtores pretendem aumentar o preço, mas não deverão conseguir até a metade de fevereiro

26/01/2012  - A equipe de análise do Barclays anunciou nesta quarta-feira (25) que o preço do papel e celulose deverá apresentar recuperação nos próximos meses. Embora isso possa garantir um bom desempenho para as ações da Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB5), grandes exportadoras do setor, a alta alavancagem dessas empresas continua sendo um grande empecilho para a performance de suas ações na bolsa.

Por conta disso, os analistas Pedro Grimaldi, Leonardo Correa e Luiz Fornari, que assinam o relatório do banco inglês, reiteraram recomendação underweight (menor peso das mesmas em relação ao mercado) para os papéis das duas empresas brasileiras.

Segundo os analistas, a baixa quantidade de estoque nos produtores de papel, a reestocagem chinesa antes do ano novo e menor produção em alguns lugares trouxeram uma distorção na relação entre a oferta e a demanda. Assim, os produtores pretendem aumentar o preço, mas não deverão conseguir até a metade de fevereiro. A volta de produção na Indonésia, que foi afetada por problemas climáticos recentemente, pode limitar esses aumentos.

Alavancagem
Contudo, é a alavancagem das empresas a principal força de impulsão ou retração das ações de papel e celulose. "As altas dos preços não deverá cobrir a necessidade monetária de ambas", destaca a equipe do Barclays. Por exemplo, tanto Suzano quanto Fibria precisarão de R$ 4 bilhões para pagar dívida nos próximos dois anos - excluindo qualquer investimento.

"Entendemos que venda de ativos, parcerias para desenvolver projetos e rolagem de dívida deve mitigar esses problemas de liquidez, mas as incertezas continuam", lembra Grimaldi, Correa e Fornari. Para eles, a desalavancagem deverá demorar, a não ser que as companhias tomem outras medidas ou os preços de celulose se sustentem em patamares altos - o que é difícil, por conta do aumento de capacidade esperado no setor nos próximos anos.

Fonte: InfoMoney/Adaptado por CeluloseOnline
 

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