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01/06/2010 - Em 16 meses, pela primeira vez, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria caiu em maio, comparado com o mês anterior. Depois de ter atingido um dos níveis mais elevados em abril, de 85,1%, a capacidade instalada da indústria de transformação recuou 84,9% na série livre das influências sazonais em maio. É o que aponta a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
De acordo com a pesquisa, que consultou quase 1.200 indústrias entre os dias 4 e 26 do mês passado, houve retração em maio no nível de utilização da capacidade instalada de três segmentos. Nas fábricas de bens de consumo duráveis, que inclui eletrodomésticos e carros, a capacidade instalada caiu 0,9 ponto porcentual de abril para maio. A pesquisa aponta que a utilização da capacidade instalada nas indústrias da linha branca recuou para 76% em maio, após ter chegado a 92,3% em abril. Há indústrias desse segmento, como a Mabe, que deram férias coletivas e programaram feirões para enxugar os estoques.
"Não me parece que a indústria esteja em queda. Há uma acomodação da produção num patamar elevado", afirma o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo. Para chegar a essa conclusão, ele considera outros resultados da sondagem, como o Índice de Confiança da Indústria (ICI) que cresceu 0,7% no último mês, após cair em abril. O ICI é um indicador do sentimento dos empresários em relação ao nível de demanda, estoques, negócios e expectativas de emprego e produção para três meses.
O economista observa que a retração da capacidade instalada da indústria em maio pode indicar que os investimentos recentes na ampliação de capacidade de produção estejam amadurecendo, isto é, entrando em operação.
Contramão
A capacidade instalada dos fabricantes de bens intermediários e de materiais de construção teve trajetória inversa, comparada com os demais segmentos. Puxado pelas exportações, o uso da capacidade das indústrias de bens intermediários subiu 0,8 ponto porcentual de abril para maio. No caso dos fabricantes de materiais de construção, a elevação foi de 2,2 pontos porcentuais em igual período, refletindo a forte aceleração que ocorre atualmente no mercado imobiliário.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Adaptado por Celulose Online
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