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30/01/2011 - Importantes tanto para a conservação da qualidade da água, quanto para a preservação da biodiversidade aquática e terrestre, as matas ciliares (vegetação que ocorre nas margens de rios e mananciais) são tema do projeto Aquaripária, iniciado neste mês de janeiro e com duração prevista para 36 meses.
Segundo a coordenadora do projeto Lidiamar Albuquerque, o objetivo é iniciar um processo de restauração ecológica em trechos de matas ciliares ao longo das bacias hidrográficas brasileiras. "As ações iniciais vão ser realizadas nas cabeceiras das bacias do São Francisco, Paraná e Tocantins, todas localizadas no Distrito Federal", explica.
De acordo com a pesquisadora, os resultados conseguidos nesses locais poderão servir de base para outros do bioma Cerrado. "Vamos testar metodologias de recuperação nessas áreas para que sejam implantadas em áreas semelhantes do bioma", afirma.
O estudo envolve 20 profissionais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), unidade Cerrados e da Universidade de Brasília. “Vamos estudar tanto o processo de recuperação dessas matas, quanto a sua influência na qualidade da água dos rios. O que se busca é propor métodos mais viáveis economicamente e que permitam melhorar a saúde dos ecossistemas aquáticos e terrestres e de sua biodiversidade", diz Lidiamar.
Recuperação
O projeto, intitulado Aquaripária: restauração ecológica de ambientes ripários (ciliares) sob influência de atividades agrícolas e urbanas em mananciais de três bacias hidrográficas, prevê também a utilização de áreas de referências similares às que existiam antes da degradação. "Isso funcionará como parâmetro das condições desejadas na restauração ecológica", explica. Segundo a pesquisadora, com o desenvolvimento do projeto espera-se uma série de benefícios para o conhecimento científico brasileiro, para as populações afetadas pela degradação das zonas ciliares de bacias hidrográficas e a manutenção da biodiversidade.
As matas ciliares atuam na contenção dos processos erosivos ao longo do rio e servem de refúgio e fonte de alimento para a fauna terrestre e aquática. Elas funcionam como filtros, retendo defensivos agrícolas, poluentes e sedimentos que seriam transportados para os cursos d´água, afetando a qualidade da água e consequentemente a fauna aquáticae as pessoas.
Fonte: Globo Rural Online/Adaptado por Celulose Online
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