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11/05/2011 – Promover capacitação e geração de renda de reeducandos - detentos do regime semiaberto da unidade Penitenciária "Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra" de Tremembé, São Paulo - através do ensino de um ofício e ainda buscar despertar uma visão empreendedora do negócio de papel artesanal, com a oportunidade de conscientizar sobre questões socioambientais. Este é o principal objetivo do projeto social Reciclando Papéis e Vidas, mantindo por conta de uma parceria entre a ABTCP (Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel), Funap (Fundação de Amparo ao Preso), a ONG Design Possível, UnB (Universidade de Brasília) e o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial),
Com mais de 10 anos em funcionamento, o projeto teve seu início com egressos do sistema penitenciário em Brasília, junto à UnB. Há quatro anos, o PRPV foi multiplicado também para presos que estão em vias de saírem para o Sistema Aberto, em Tremembé, São Paulo. O projeto possibilitou a inauguração da oficina artesanal que hoje é instalada no galpão da Funap
Segundo o gerente institucional da ABTCP, Francisco de Souza, esta é uma oportunidade para detentos do regime semiaberto a ampliarem sua qualificação e se readaptarem na sociedade. “Trata-se de um processo de integração social, preparando o reeducando para o convívio em sociedade, mas de uma maneira produtiva e sendo valorizado como profissional”, afirma.
Atualmente, o projeto atende a 40 pessoas, em turmas com até 10. A comercialização dos papéis e produtos é realizada pela ONG Design Possível e a renda arrecadada é revertida para a auto-sustentabilidade do projeto, que também conta com patrocínios de empresas que compartilham de uma governança corporativa com responsabilidade social. "Cada reeducando recebe um salário mínimo por mês”, diz Francisco
Cerca de 40 reeducandos já passaram pela oficina de papel artesanal. Além de papel de diversos tipos, sempre com a visão ecológica e ambiental, hoje eles aprendem a transformar este papel em sacolas, caixas, blocos de rascunhos e muitos outros produtos. Com esta aprendizagem na oficina, o reeducando assimila valores de disciplina, horário, trabalho em equipe, colaboração, produtividade (pela quantidade de folhas e produtos a serem feitos) e acima de tudo, cidadania.
De acordo com o gerente da ABTCP, o melhor resultado desta ação é que entre todos os reeducandos que passaram pelo projeto “Reciclando Papéis e Vidas” nenhum reincidiu ao crime. Segundo estatísticas nacionais, demonstram que no mínimo 50% dos egressos do sistema prisional retornam ao caminho do crime. "Essa é uma vitória e é a nossa contribuição para a sociedade. Este projeto tem contribuído para que estes “presos” comecem a ter outra visão da sociedade e da comunidade. Com a oportunidade que começam a ter de aprendizagem, eles são responsabilizados para com o compromisso de também modificarem o ambiente em que irão viver depois de saírem da prisão”, conclui Francisco.
O PRPV atua diariamente, das 8h00 às 17h00, na oficina artesanal localizada no município de Tremembé, São Paulo, do lado de Taubaté. Após o horário do almoço, os reeducandos cuidam da horta comunitária que fica ao lado da oficina, colhendo verduras e frutas para as próprias refeições.
Colaboração: Victor Prates/CeluloseOnline
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