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28/02/2010 - O Brasil está mais próximo de se tornar um dos países produtores de etanol de segunda geração. Uma das empresas próximas a viabilizar a produção, a multinacional dinamarquesa Novozymes, que tem um centro de pesquisas em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, deve apresentar em março duas enzimas, batizadas de Cellic CTec2 (celulase) e a Cellic HTec2 (hemicelulase), que são capazes de produzir o etanol a partir de resíduos agrícolas, como a palha do milho, restos de madeira e bagaço da cana-de-açúcar.
A apresentação no Brasil o produto já foi mostrado nos Estados Unidos, este mês deve acontecer durante o F.O. Licht's Sugar and Ethanol Brazil 2010, evento voltado para o mercado sucroalcooleiro, previsto para acontecer em São Paulo, de 22 a 24 de março. A proximidade da data anima o presidente da Novozymes Latin America, Pedro Luiz Fernandes. Para ele, com a implantação gradativa da tecnologia, até 2020 o Brasil terá condições de dobrar a produção atual de etanol sem a necessidade de aumentar sequer um metro quadrado da área plantada de cana-de-açúcar.
De acordo com Fernandes, o Brasil tem uma grande vantagem sobre a maioria dos outros países no potencial de produção do etanol de segunda geração, ou "etanol 2G", como vem sendo chamado. "Nos Estados Unidos, esse etanol vem da palha e do sabugo de milho. No Brasil, virá do bagaço e de parte das folhas da cana. E esse material já está inserido no processo, já fica hoje dentro da indústria", explica.
O executivo afirma que ainda é cedo para projetar qual o impacto da produção do etanol 2G no preço do produto final nas bombas dos postos de combustíveis, já que não existe ainda uma indústria do ramo. "Vai depender da otimização dos processos, dos custos de cada segmento da cadeia produtiva, entre outros fatores", diz. Ele acredita, porém, que no último trimestre deste ano, ou no início de 2011, já possa haver uma resposta. "Aí é que todo o processo vai ser estudado e passaremos para a escala pré-comercial", afirma. Atualmente, o projeto está na escala piloto.
Ainda assim, nos Estados Unidos, onde o etanol 2G pode começar a ser produzido comercialmente já no ano que vem, já aparecem algumas projeções de valores. O custo da enzima para produzir um galão do combustível (que equivale a 3,8 litros) deve ficar em US$ 0,13. O valor deve manter o custo de produção do etanol 2G, em um primeiro momento, ao menos equivalente ao da primeira geração do produto e da gasolina comercializada naquele País, que custam cerca de US$ 0,50 por galão.
Fonte: Paraná Online. Adaptado por Celulose Online
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