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29/06/2010 – Apesar da onda do marketing verde proliferar no País, muitas empresas e até o Governo nem sempre cumpre o que promete. A prefeitura do Rio de Janeiro é um exemplo desta postura, que se comprometeu a reflorestar 40 hectares nos Jogos Pan-Americanos e não plantou uma semente sequer.
Anunciado pela prefeitura do Rio, o plantio de 100 mil mudas de Mata Atlântica tinha o objetivo de compensar as emissões de CO2 geradas pela realização do Pan.
Segundo inventário da Coppe/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plantação ocorreria entre o Parque da Pedra Branca e a Floresta Nacional da Tijuca. O projeto orçado em R$ 2 milhões consta no site do governo do Rio para a promoção da Olimpíada de 2016 como iniciativa de sucesso.
"Fizemos o estudo, entregamos nossa parte, mas as mudas não foram plantadas", disse o pesquisador Luciano Bastos, membro da Coppe responsável pelo projeto, ao jornal Estado de São Paulo.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente diz que o plantio não ocorreu porque a Petrobrás, que seria parceira no projeto, "declinou". Ao ver que a plantação não vingaria, a Coppe, responsável por centralizar os recursos, devolveu à Petrobrás R$ 491 mil. A Petrobrás afirma que "aguarda a definição da prefeitura e do governo de um novo cronograma para realizar a ação".
Em 2009, quando a cidade do Rio foi escolhida sede da Olimpíada, a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, anunciou: "Até 2016 vamos neutralizar a emissão de gases com a plantação de 24 milhões de mudas." Nove meses depois, o projeto não andou. O governo diz que precisa mapear áreas aptas para reflorestamento e fazer levantamento dos viveiros. "Todos fazem esse blá-blá-blá verde, mas não existem mudas nem sementes no mercado para isso tudo", afirma Telmo Borges, engenheiro florestal da superintendência de Biodiversidade da secretaria.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Adaptado por Celulose Online
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