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Da Redação
02/10/2011 - Entre as alternativas para se reduzir o efeito estufa provocado pela emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera, foi apresentado no Seminário Paraná Emissão Zero a proposta de se criar no Estado uma instituição governamental responsável pela certificação de áreas de preservação. Assim, produtores rurais podem passar a ser remunerados por preservarem a natureza, por meio da venda desses certificados a entidades que necessitem neutralizar emissões de poluentes. O evento aconteceu nesta quinta-feira, dia 29, no Teatro Municipal de Paranavaí, das 8h e 30min, às 17h. O evento foi promovido pelo Sindicato Rural de Paranavaí e a Sociedade Rural do Noroeste do Paraná.
Participaram dos debates profissionais de destaque no cenário ambiental brasileiro e internacional, que, conforme o coordenador da comissão organizadora do evento, Demerval Silvestre, ”contribuiram, com seu conhecimento e experiência, para enriquecer as discussões e orientar o encaminhamento da proposta”. Foram especialistas, mestres e doutores (PhD) nas mais diversas áreas ligadas ao meio ambiente, que abordaram informações atualizadas sobre desenvolvimento rural, meio ambiente, recursos hídricos, conservação da biodiversidade, avaliação de impacto ambiental, manejo florestal, biometria florestal, gestão ambiental, gerenciamento, administração pública e outras.
Silvestre explica que, com a criação de uma instituição responsável pela emissão de certificados aos produtores rurais que investem na preservação ambiental, o Estado do Paraná passa a integrar o mercado mundial de crédito de carbono. Ele conta que empresas poluentes, de todas as partes do mundo, estão à procura de certificados para comprar. A partir de sua entrada no mercado, os produtores paranaenses passam a figurar no banco de dados mundial, e podem acessar esses recursos, com a venda de seus certificados. As normas legais que regerão o comportamento desse mercado no Paraná também deverão ser criadas pelo Governo do Estado.
A expectativa de Silvestre é que a criação de uma instituição que permita remunerar o produtor rural que investe na preservação ambiental contribua para corrigir o que considera “distorções da atual legislação”. Segundo ele, a legislação “individualiza a responsabilidade, cabendo somente ao produtor rural responder pela preservação do meio ambiente”. Em sua análise, “esta deve ser uma preocupação coletiva. “É preciso que todos assumam o ônus de agir no sentido de se conquistar um mundo mais limpo, e com melhor qualidade de vida para a população”, pondera.
CeluloseOnline
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