|
Da Redação
04/01/2012 – Segundo dados do Departamento Econômico da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) divulgados nesta terça-feira (3), entre os meses de janeiro e novembro de 2011, o saldo comercial do setor ficou negativo em US$ 269,54 milhões.
O resultado foi de 46,3% superior ao registrado no mesmo período de 2010, quando o déficit atingiu US$ 144,57 milhões. A última vez em que a indústria gráfica brasileira obteve superávit comercial foi em 2006, com saldo positivo de US$ 64,4 milhões. As importações fecharam o ano passado em US$ 515,97 frente a US$ 246,43 milhões em exportação.
Em contra ponto, nesta segunda-feira (2), o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) anunciou o superávit na balança comercial brasileira em 2011 que somou US$ 29,79 bilhões. O resultado foi o melhor desde 2007, quando o saldo foi de US$ 40,03 bilhões. E foi ainda 47,8% maior do que o alcançado em 2010 de US$ 20,15 bilhões.
Os números apontados não refletem a realidade vivida por importantes setores da indústria de transformação do País, como por exemplo, da indústria gráfica nacional, que desde 2007 vem sofrendo revesses em sua balança comercial.
Para o presidente da Abigraf Nacional, Fabio Arruda Mortara, o setor gráfico amargou pesados encargos tributários e trabalhistas enfrentados pela indústria brasileira como um todo. “Em 2011 os efeitos da falta de competitividade causada pelo impacto absurdo do Custo Brasil nos atingiu”, afirma.
Estimativas da Associação apontam também que em 2011, o contribuinte brasileiro transferiu cerca de R$ 1,512 trilhão aos cofres públicos por meio de contribuições tributárias.
CeluloseOnline
|