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Da Redação
06/05/2011 - O Departamento de Ciências Florestais (LCF) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ) em parceria com o Departamento de Engenharia da Computação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu projeto que oferece um sistema online para beneficiar o comércio de produtos florestais comunitários.
Financiado pelo Fundo de Cultura e Extensão da USP e elaborado pelos professores Pedro Corrêa (POLI/USP) e Adriana Nolasco e Edson Vidal do LCF, o projeto contempla uma plataforma virtual para compra e venda de produtos florestais comunitários que deve começar a ser testado a partir do próximo mês de maio, em dois municípios da Amazônia – Manacapuru e São Sebastião Uatumã.
Conforme informou Adriana Nolasco, uma das coordenadoras do projeto, a ideia é proporcionar alternativas de mercado e facilitar o acesso de empresas, instituições e consumidores aos produtos florestais comunitários. “O portal de negócios poderá colocar em contato direto produtores e compradores de produtos provenientes do manejo florestal comunitário e familiar, como diferentes espécies de madeira e inúmeros produtos florestais não madeireiros. Além disso, ofecerá acesso a serviços bancários e de pagamentos, a informações sobre variação de preços e produtos, home page das comunidades, entre outros”, afirma a coordenadora.
Recentemente, o projeto foi apresentado no evento Grande Encontro Parintins em Defesa das Florestas, dos Povos e da Produção Sustentável, que aconteceu nos dias 15 e 16 de abril, no município de Parintins (AM). O evento contou com a participação de 700 pessoas entre líderes comunitários da Amazônia, técnicos e pesquisadores da área florestal, representantes dos governos estaduais, municipais e federal, inclusive Ministra do Meio Ambiente. “O evento foi um espaço fundamental para divulgação do projeto aos interessados e para coleta de dados sobre produção e comercialização de produtos florestais comunitários que serviram para aprimorar o portal”, ressalta Adriana Nolasco.
O mais importante do projeto é que o portal de negócios não cobrará pela intermediação e permitirá que os pagamentos sejam feitos diretamente aos fornecedores. Esse mesmo modelo já funciona na Índia e em países da África, com apoio das Nações Unidas.
“Para a efetiva implementação do portal é fundamental a agilização da infraestrutura de comunicação via Internet que vem sendo disponibilizada por meio de programas governamentais e não governamentais de inclusão digital como o Programa Nacional à Inclusão Digital, Telecentros. BR e o Projeto Territórios Digitais concebido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e implementado na forma de Casas Digitais”, conclui a professora.
CeluloseOnline
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