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Por Cecília Paterno - Da Redação
28/10/2010 - A Suzano Papel e Celulose S.A. anunciou nesta quinta-feira (28) os resultados consolidados do terceiro trimestre de 2010 (3T10). Com avanço calculado em 33,6% o lucro líquido da empresa chegou aos R$ 273 milhões. O resultado comprova o equilíbrio da empresa com o aquecimento do mercado, já que no mesmo período de 2009 o lucro foi de R$ 204 milhões.
Com relação ao panorama do mercado mundial do 2T10, o volume de celulose comercializada cresceu 0,8%, atingindo 10,1 milhões de toneladas (Fonte: PPPC - Relatoria World 20). Já a redução de 4,9% do volume de celulose comercializada em relação ao 3T09 é reflexo direto dos volumes elevados de venda naquele período, com intuído de redução dos níveis de estoque acumulados durante a crise internacional de 2008.
"A companhia registrou lucro neste trimestre devido, principalmente, ao lucro bruto de R$ 388,2 milhões e aos impactos positivos do resultado financeiro e das variações monetárias e cambiais de 217,4 milhões, registrados em função da apreciação do Real em relação ao Dólar ocorrida no 3T", afirmou o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto.
A gerente executiva de relações com investidores da Suzano, Andréia Fernandes, explicou a redução do volume total de vendas de papel e celulose. "O volume total de vendas no 3T10 foi de 674,9 mil toneladas, 5,9% inferior ao volume registrado no 2T10 e 2,1% superior ao 3T09. A redução do volume de vendas no 3T10 se explica pela queda na produção, devido a parada na linha 1 de Mucuri", disse.
A demanda brasileira por papéis para imprimir e escrever e papel cartão, segundo a Bracelpa (Associação Brasileira de Papel e Celulose), foi de 695,3 mil toneladas no 3T10, 13,7% e 7,4% superior ao 2T10 e 3T09, respectivamente, o que indica, também, a recuperação do mercado de papel pós crise.
A companhia anunciou que seus investimentos para 2011 podem chegar a R$1,1 bilhão e serão direcionados para manutenção das fábricas, florestas para as futuras indústrias de celulose no Maranhão e Piauí e investimentos industriais da unidade maranhense, com início de operação no segundo semestre de 2013.
Moçambique
Com relação a rumores de que a Suzano está sondando a abertura de uma fábrica em Moçambique, Antonio Maciel afirma que uma resposta positiva ou negativa pode gerar especulações desnecessárias. "O sim ou o não geram expectativas para o mercado. Estamos em todos os lugares, observando diversos mercados. Estudamos diversas possibilidades. É isso que posso adiantar nesse momento”, disse.
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