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03/09/2010 - A unidade do município de Suzano, no interior de São Paulo, da Suzano Papel e Celulose não tem possibilidades de crescer fisicamente. Assim, a mais antiga unidade da companhia aposta em programas de eficiência para elevar a produção e manter o local como o maior produtor de papel da empresa.
Atualmente, a unidade tem capacidade de produção anual de 600 mil toneladas de papel e 550 mil toneladas de celulose. Segundo o diretor de operações Ernesto Pousada, o local concentra 60 por cento da produção de papel da companhia, entre quatro máquinas de couché, não revestidos, papelcartão e cut size. De todo o faturamento da Suzano, de 50 a 55 por cento são no segmento de papel.
"Não planejamos grandes investimentos em aumento de capacidade na cidade de Suzano. Mas temos interesse em continuar atuando com papel e essa unidade é a grande representante disso", afirmou Pousada, no final da quarta-feira(01).
"Fisicamente é impossível expandir a unidade, mas temos alguns programas de eficiência, como um programa para produzir mais com o mesmo ativo", afirmou o diretor. "Foram 50 milhões de reais de ganhos nos últimos três anos." Entre as modernizações na unidade, é possível a construção de um novo duto de transporte de celulose da Suzano para a Melhoramentos Papéis, que possui uma fábrica ao lado.
Apesar do interesse da companhia em se manter no mercado de papéis, Pousada afirmou que não está nos planos da Suzano ampliar a produção do material. A Suzano produz 1,145 milhão de toneladas de papel por ano. Além da unidade no município de Suzano, a empresa possui outras quatro produtoras, além de metade do Consórcio Paulista e Papel e Celulose (Conpacel), em Americana (SP): Rio Verde (também localizada em Suzano, mas que produz apenas o papel reciclado Reciclato), Embu e Limeira (SP) e Mucuri (BA).
De acordo com o diretor de operações, a Suzano deve elevar sua capacidade de produção de papel em 5 por cento em 2010 ante 2009. "Atualmente, a Suzano exporta 40 por cento da produção de papel. Podemos reduzir exportações para atender o mercado local se for necessário, mas o que produzimos dá e sobra para o mercado local", disse.
Além de afirmar que a empresa não deve investir em novas fábricas de papel ou no aumento de produção nas unidades já existentes, o diretor afirmou que não existem muitas opções de aquisição de unidades produtoras de papel. Uma possibilidade seria o próprio Conpacel, empresa em que a Suzano é sócia da Fibria após a compra em conjunto da antiga Ripasa. A companhia sempre confirma o interesse na parcela da parceira, embora diga que não existe nenhuma proposta ou negociação em andamento.
Em caso de outra empresa lançar uma proposta pela parte da Fibria no Conpacel, a Suzano terá o direito de preferência. Pousada disse ainda que em 2009, durante a crise financeira, a Suzano chegou a avaliar a compra de produtoras de papel fora do Brasil. "Mas concluímos que não fazia sentido: para esse segmento é importante estar perto do cliente."
Fonte: Reuters/Adaptado por Celulose Online
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