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Por Valter Jossi Wagner
03/03/2010 - A Suzano Papel e Celulose registrou lucro líquido de R$ 878 milhões em 2009, recorde anual de produção de 2,7 milhões de toneladas de papel e celulose de mercado e recorde de vendas anual de 2,9 milhões de toneladas de papel e celulose.
No quarto trimestre do ano passado, a empresa lucrou R$ 136 milhões. Teve recorde de produção de 696 mil toneladas de papel e celulose de mercado. O volume de vendas foi de 720 mil toneladas de papel e celulose e com receita líquida de R$ 1 bilhão.
O custo caixa de produção de celulose foi de R$ 398/tonelada. A EBITDA(sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 255 milhões com margem de 25%.
Quanto às vendas de celulose registraram a marca de 413 mil toneladas no quarto trimestre e as vendas de papel foram de 307 mil toneladas. Os números registram um crescimento em vendas de 3,4% maior que o terceiro trimestre e 25% acima que o quarto trimestre.
Segundo André Dorf, diretor de relações com investidores da companhia, a empresa está dando start para um ciclo novo de crescimento. “Este ciclo contempla as duas novas unidades, uma no Maranhão e a outra no Piauí, que devem começar a operar em 2013 e 2014, com investimentos que devem chegar a R$ 8 bilhões de reais”, declarou o executivo.
A produção de papel da empresa atingiu 1,1 milhão de toneladas, 4,5% inferior a 2008, isto em função de paradas de produção e ao desaquecimento do mercado realizadas no primeiro semestre de 2009. O volume de vendas de papel em 2009 foi de 1,1 milhão de toneladas, 4,0% inferior a 2008, gerando uma receita líquida de R$ 2,3 bilhões no ano, com uma retração de 7,2% em comparação a 2008. Mesmo apresentando queda nas vendas, a empresa mantém a liderança no mercado nacional para os papéis de imprimir, escrever e papel cartão. As vendas no mercado interno alcançaram 591 mil toneladas em 2009.
A grande novidade da empesa foi apresentada hoje para jornalistas em São Paulo pelo presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto: a previsão de mais duas novas fábricas, ainda com locais não definidos. “ Uma das unidades deve ter capacidade para 1,3 milhões de toneladas e a outra de 400 mil toneladas. A empresa já apresentou o projeto para o BNDES, para agências internacionais de investimentos e a empresa deve colocar 25% de recursos próprios”, declarou Maciel.
Segundo o dirigente, a empresa deve dobrar de tamanho nos próximos cinco anos com estes novos investimentos, que devem chegar a R$ 8 bilhões até 2014.
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