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Por Valter Jossi Wagner
29/07/2010 - A Suzano Papel e Celulose anunciou em São Paulo, nesta quinta-feira (29/07), um plano audacioso. A companhia está ampliando seu foco de investimentos e injeta seu potencial num novo negócio: a Suzano Energia Renovável. Com a estratégia, vai construir uma unidade de biomassa a partir de eucalipto para geracão de energia. A iniciativa prevê também uma nova atuação no mercado de pellets (partículas desidratadas e prensadas de madeira moída) voltado para a exportação, principalmente para escoar vendas na Europa. Os planos são inovadores para o setor de celulose e papel.
Segundo Antonio Maciel Neto, presidente da Suzano, a nova empresa já nasce como líder mundial deste segmento, com uma produção a ser gerada nas três unidades que deverão ser instaladas no Nordeste brasileiro. O projeto exigirá - já em sua primeira fase - investimentos na ordem de US$ 800 milhões. A previsão de início das operações está programada entre 2013 e 2014. A Suzano também garante que vai injetar cerca de US$ 1,3 bilhão até 2019 no novo negócio.
A empresa, que conta com mais de quatro décadas de experiência em gestão florestal, cresceu cerca de 120% nos últimos cinco anos, lançou novos investimentos no Maranhão e Piauí e agora chega ao mercado de energia renovável. Segundo Antonio Maciel Neto, presidente da Suzano, a decisão de investir em biomassa surgiu de uma revisão estratégica da empresa. O projeto segue a tendênca mundial ligada a fontes renováveis de energia, que tomou conta das decisões e discursos das companhias em todo o mundo."Optamos por investir em biomassa para gerar energia após uma revisão estratégica da empresa", diz Maciel Neto.
Para o executivo, a Suzano sempre foi uma empresa que olhou para o futuro e agora está pensando ainda mais longe. "O projeto vem sendo estudado há mais de um ano e decidimos explorar nossos ativos florestais. Hoje, a empresa planta cerca de 400 mil árvores por dia e queremos fazer mais coisas". Maciel Neto também destacou que pensando em alinhar suas metas de sustentabilidade,a companhia adquiriu meses atrás a Futuragene, o que segundo ele vem aumentando o ativo florestal do grupo.
Para André Dorf, que vai assumir a presidência da Suzano Energia Renovável, o foco principal da nova unidade de negócios é a exportação para o mercado europeu, visando parcerias com as grandes geradoras de energia. "Hoje a principal empresa que trabalha com pellets é a Vapo, empresa finandesa que tem uma produção de 1 milhão de toneladas e que só no ano de 2009 produziu 600 mil toneladas." A Suzano Energia Renovável já deve entar no mercado com uma produção de 5 milhões de toneladas", afirma.
Dorf também comentou que o mercado de energia renovável ocupa hoje cerca de 10% da matriz global de energia e em 2035 deve atingir cerca de 13,5%. A Suzano entra neste nicho por conta de sua quantidade de florestas plantadas, florestas clonadas e já com uma aréa experimental de 3 mil hectares de florestas energéticas. Através de clones específicos, estas florestas são mais adensadas e com um número maior de plantas, conseguindo uma colheita de dois a três anos.
Para a primeira fase serão instaladas três unidades no Nordeste brasileiro com capacidade de 1 milhão de toneldas cada. A empresa está avaliando as alternativas para a estrutura de capital e como serão destinados estes aportes. A empresa já tem acordos comerciais que chegam a 2,7 mil toneladas com futuros clientes.
Investimentos
A empresa anúnciou também que nesta primeira fase serão adquiridas novas terras para plantio e os US$ 800 milhões de investimentos devem ser divididos para a aquisição de terras, formação florestal e equipamentos.
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