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10/09/2010 - O governo do estado de Rio Grande do Sul realizará um estudo para definir um planejamento estratégico para os portos de Rio Grande, Pelotas e o futuro complexo que será desenvolvido em São José do Norte. A idéia é contratar ainda este ano uma empresa para realizar a consultoria. Além de desenvolver os portos, o empresariado gaúcho espera que, para os próximos anos haja um aumento do volume de cargas transportado pelas hidrovias. Uma dessas cargas deverá ser a celulose.
O coordenador de logística da CMPC Celulose Rio-grandense, Roberto Hallal, lembra que a empresa está retomando o projeto de expansão de produção de celulose que a Aracruz tinha em Guaíba. A previsão inicial é que a ampliação seja concluída em 2015 e, devido ao incremento, a companhia precisará instalar um terminal portuário para realizar suas exportações a partir de São José do Norte. A partir do próximo ano os estudos do projeto portuário, que foram paralisados devido à crise econômica internacional, serão retomados. As obras devem começar ao mesmo tempo em que a expansão da fábrica de Guaíba, informou o coordenador.
Outro fator que desenvolverá a diversificação da matriz logística no Rio Grande do Sul será a hidrovia do Mercosul (com o uso da Lagoa Mirim). A hidrovia formará um corredor do Uruguai até o porto de Estrela, com uma alternativa de acesso ao porto do Rio Grande.
Em um cenário pessimista, serão movimentadas cerca de 650 mil toneladas ao ano pela hidrovia do Mercosul e, com uma perspectiva otimista, serão 3,15 milhões de toneladas. Para concretizar a hidrovia do Mercosul é necessário instalar terminais no lado uruguaio e no brasileiro (em Santa Vitória do Palmar).
A implantação de um terminal de contêineres em Porto Alegre como uma ferramenta para aprimorar o modal hidroviário no estado é fundamental. A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), já está com o processo para abrir licitação para a instalação do complexo. Se esse processo for aprovado, ainda neste ano pode sair a contratação da empresa que fará o terminal de contêineres.
Fonte: Jornal do Comércio /Adaptado por Celulose Online
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