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Por Valter Jossi Wagner
03/03/2010 - O terremoto no Chile, ocorrido no último sábado (27), afetou a produção de celulose na região de Concepción, sul do país. O resultado foi a paralisação das principais fábricas do setor. A CMPC, uma das maiores empresas de celulose do Chile interromperá sua produção de matéria-prima para a produção de papel.
Para o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto, a interrupção deve diminuir ainda mais os estoques de celulose, que em janeiro já tinham capacidade para apenas 30 dias. " Existe uma preocupação geral de todo o setor. Os clientes estão nos procurando preocupados. Se esta paralisação continuar por muito tempo, não existem volumes de celulose no mercado para suprir a produção chilena”, declarou Maciel.
A região de Concepción concentra oito fábricas de celulose da CMPC e da Arauco que estão situadas num raio de cerca de 400 quilômetros do epicentro do terremoto. Essas fábricas são responsáveis pela produção de 2,7 milhões de toneladas de pasta extraída de pínus e 1,8 milhão de toneladas de eucalipto, vendidas em sua maioria para a China.
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