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Da Redação
14/07/2011 – A Tetra Pak - líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos - anunciou nesta semana os resultados do estudo Tetra Pak Dairy Index. A pesquisa aponta que o aumento da urbanização e do poder de compra na Ásia, África e América Latina impulsionará o aumento da demanda por produtos lácteos. Esta é a quarta edição do Tetra Pak Dairy Index – estudo global que acompanha os fatos, números e tendências na indústria de laticínios e prevê um aumento de cerca de 30% no consumo global de leite e produtos lácteos líquidos.
Segundo a pesquisa, a demanda global por leite branco, leite aromatizado, iogurte para beber, leite condensado, leites acidificados e leite infantil deverá crescer para cerca de 350 bilhões de litros em 2020. Este boom de consumo será impulsionado pelo crescimento econômico, a urbanização e o maior poder de compra da classe média, especialmente dos países asiáticos.
De acordo com Dennis Jönsson, presidente e CEO da Tetra Pak, as recentes mudanças demográficas trazem novos hábitos e os consumidores se mostram cada vez mais atarefados, bem informados e preocupados com a saúde. “Nesta última década há uma procura por conveniência, qualidade e segurança. Esses fatores estimulam o consumo de leite industrializado nos países em desenvolvimento”, afirma Dennis Jönsson.
A demanda aumentará em todos os continentes no período de 2010 a 2020, com exceção da Europa Ocidental, pois a região já apresenta o maior índice do mundo de consumo per capita de leite.
China e Índia conduzem a explosão do consumo de leite
O contínuo crescimento populacional na Índia, maior consumidor mundial de leite, e a crescente popularidade dos produtos lácteos líquidos na China garantem que, até o final da década, os dois países representem mais de um terço do consumo mundial. A região Ásia-Pacífico continuará a consumir mais do que o resto do mundo.
O crescente poder econômico da Índia e em outras nações asiáticas é esperado para estimular uma mudança na forma de comercialização do leite. No ano passado, cerca de 51% do leite consumido nos países em desenvolvimento foi comprado a granel. Em 2014, essa forma de venda deve diminuir e cerca de 55% do volume de leite será comercializado embalado. Até 2020 essa fatia ainda deverá aumentar para 70%.
Mais valor em mercados maduros
Produtos de valor agregado que promovem a saúde, a conveniência e o bem estar podem oferecer as melhores oportunidades de crescimento nesta década para os mercados maduros da Europa Ocidental e América do Norte. Essas inovações são definitivas para manter o consumo per capita de lácteos nessas regiões até 2020.
Foco na eficiência e sustentabilidade
Grandes marcas e varejistas em todo o mundo estão se comprometendo cada vez mais com a redução do desperdício e das emissões de carbono. A indústria de leite dos Estados Unidos, por exemplo, recentemente se comprometeu a diminuir sua pegada de carbono em 25% até 2020. Já a Tetra Pak anunciou recentemente que irá manter as emissões de carbono de 2010 até 2020, o que representa o equivalente a uma redução de 40% de suas emissões.
Segundo Dennis Jönsson, o crescimento econômico nos mercados emergentes tem tirado milhões de pessoas da pobreza. “Os consumidores têm mais dinheiro, são mais educados e tem novas aspirações. É claro que atender essa nova demanda por produtos lácteos será um desafio, mas também será uma oportunidade para os produtores de leite. Estou convencido de que a indústria pode aproveitar esse momento para crescer de forma sustentável e inovadora, fornecendo os produtos saudáveis, nutritivos e convenientes que as pessoas desejam," completa Dennis.
CeluloseOnline
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