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04/05/2011 - Cientistas do Uruguai e da Argentina iniciaram os trabalhos na fábrica finlandesa de pasta de celulose UPM (ex-Bótnia) como parte do processo de monitoramento conjunto do Rio Uruguai.
O processo foi acordado entre os governos de ambos os países para colocar fim ao conflito diplomático originado em 2005 com a instalação da indústria.
A primeira operação na UPM foi confirmada pela ministra uruguaia de Habitação e Meio Ambiente, Graciela Muslera, depois da reunião do Conselho de Ministros com o presidente do país, José Mujica.
Nesta primeira etapa, os cientistas, que compõem o Comitê Científico Binacional e que realizarão 12 vistorias por ano, irão observar as condições das instalações e o modo como as atividades são desenvolvidas, a fim de acertar os detalhes para o início formal do monitoramento, em um prazo inferior a dois meses.
A ministra também informou que foi assinado um decreto com modificações na temperatura permitida para os efluentes lançados no Rio Uruguai.
O caso é antigo e já gerou várias polêmicas. A instalação da fábrica, em 2005, na margem uruguaia do rio, causou protestos do outro lado da fronteira e levou a desentendimentos diplomáticos, que só foram superados após os presidentes Cristina Kirchner e José Mujica assinarem um acordo de vigilância ambiental.
Os argentinos reclamavam que, além de poluir o rio, a construção da indústria violava o Tratado do Rio Uruguai. O caso chegou a ser levado para a Corte Internacional de Justiça, sediada em Haia, na Holanda, que, há um ano, determinou a manutenção das instalações da UPM, mas recomendou a criação de um mecanismo de controle.
Fonte: Ansa/ Adaptado por CeluloseOnline
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