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28/01/2010 - Dois tradicionais fornecedores do setor sucroenergético se uniram para formar uma nova companhia: a HPB-SIMISA. O investimento conjunto no novo negócio, que começa com a construção de uma nova fábrica, em Sertãozinho, para a produção de caldeiras e centrais termoelétricas, será de R$ 60 milhões até 2014. Nesse período a expectativa é atingir aproximadamente R$ 500 milhões em vendas e uma capacidade instalada para produzir 15 caldeiras anualmente.
A expansão é atribuída por Nogueira à expectativa de crescimento na adoção de combustíveis provenientes de biomassa não só no Brasil como de outros mercados. "Vamos ter enfoque em outros mercados, como papel e celulose, siderurgia e petroquímica, mas o setor sucroenergético deve responder de 90% a 95% dos nossos negócios", estima. Nesse cenário, ele destaca a possível queda na barreira de importação de etanol nos Estados Unidos e a adoção de cotas de adição de biocombustível ao diesel na Europa e no Japão. "Tudo isso somado ao crescimento vegetativo do açúcar", destaca Nogueira. A SIMISA já opera em mais de 20 países e com a sinergia com a HPB deve buscar novos mercados.
A nova companhia, formada pelos grupos HPB e SIMISA, cada um com 50% de capital, ocupará uma área de 130 mil metros quadrados. A construção do parque industrial começa em maio e a previsão para o início das operações nas novas instalações é que seja em março de 2011. O volume financeiro investido tem 20% proveniente de recursos próprios e o restante financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros bancos privados. Com 43% do mercado nacional, a Simisa teve faturamento de R$ 335 milhões em 2009. A HPB registrou no último ano cerca de R$ 310 milhões em geração de negócios.
Fonte: DCI. Adaptado por Celulose Online.
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