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01/05/2010 - A participação de fontes renováveis no Brasil atingiu o maior patamar em quase duas décadas, chegando a 47,3% da matriz energética nacional em 2009. "É o maior índice desde 1992, quando o uso da lenha e do carvão vegetal ainda era mais intenso no País", informaram os dados preliminares do Balanço Energético Nacional 2010, divulgados ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
No total, a demanda de energia no País somou 243,9 milhões de toneladas equivalentes de petróleo em 2009 — número 3,4% menor que o ano anterior. A queda é consequência natural da redução da atividade econômica motivada pela crise financeira internacional. Nessa diminuição do consumo, as fontes não renováveis sofreram redução de 6% (o carvão mineral, por exemplo, caiu 19,4%), enquanto as renováveis apresentaram baixa dez vezes menor, de 0,6%.
Um dos fatores responsáveis por tais índices é um menor uso da geração de eletricidade via despacho de combustíveis para usinas térmicas. O consumo de energia elétrica foi de 509,5TWh, alta de 0,6%; caiu, porém, em 30,6%, o uso de fontes não renováveis.
O que favoreceu esse cenário é o bom momento dos reservatórios brasileiros. A eletricidade de origem hidráulica teve alta de 4,8%, totalizando 433,1TWh - o que, aliado ao crescimento de 17,6% da geração a biomassa e 5,1% das eólicas, fez com que o uso de fontes renováveis na matriz elétrica superasse os 90% do consumo total no País.
O balanço físico da conta petróleo (em quantidade) foi positivo pelo quarto ano consecutivo, garantindo novamente a autossuficiência brasileira em 2009. "O balanço se mostra mais uma vez favorável às exportações (mais de 500 mil barris por dia), que cresceram 21,3% em relação a 2008", diz o comunicado enviado pela EPE.
Alternativas
A sinalização do governo de uma "limpeza" da matriz elétrica, ao marcar um leilão de fontes alternativas para este primeiro semestre, por exemplo, tem deixado otimistas os setores de geração renovável. O presidente da Associação da Indústria de Co-geração de Energia (Cogen), Carlos Silvestrin, celebrou o atual contexto. "O mais importante é que está crescendo o conhecimento do setor sobre a função de complementaridade às hidroelétricas que têm as fontes alternativas limpas, como biomassa e eólicas", afirmou o especialista.
Fonte:DCI/Adaptado por Celulose Online
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