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06/05/2010 - A Vale anunciou a criação de um fundo de reflorestamento de R$ 605 milhões, para exploração comercial e recuperação ambiental. Além da própria mineradora, que terá 40% do fundo, os investidores serão os fundos de pensão dos funcionários da Petrobras (Petros), da Caixa Econômica Federal (Funcef), e o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), com 20% cada. A meta é plantar 450 mil hectares de árvores no Brasil até 2022, sendo que 150 mil hectares serão destinados ao plantio comercial de eucalipto. A expectativa de rentabilidade gira em torno de 10% ao ano de ganho real (acima da inflação).
Os recursos iniciais serão investidos na empresa Vale Florestar S/A, que será criada a partir do projeto da empresa em operação desde 2007. Durante o período, a Vale investiu R$ 230 milhões e plantou mais de 24,5 milhões de árvores em 41 fazendas arrendadas. A operação do Vale Florestar gera, atualmente, cerca de 1.500 empregos diretos. A estruturação financeira será realizada pela administradora de recursos Global Equity. A área de atuação do projeto é no estado do Pará.
Além do aumento das oportunidades de emprego, acreditamos que a Vale Florestar S/A irá contribuir para a atração de novos investimentos para a região, disse o diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli.
De acordo com o executivo, a rentabilidade do fundo é garantida, já que o país registra déficit anual de 2 milhões de metros cúbicos de madeira legalizada. “Desta forma, o preço do produto deve aumentar e valorizar o fundo”, avalia Agnelli. “A madeira produzida nas áreas reflorestadas será vendida a indústrias de celulose, confecção de móveis e outros.”
O Brasil conta com 3,2% das florestas comerciais do mundo, contra 32,7% da China e 10% dos Estados Unidos e Índia, destacou Onito Barbosa, diretor da gestora Global Equity. A criação do fundo ainda requer autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Fonte: Jornal do Brasil/Adaptado por Celulose Online
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