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20/04/2010 - Representantes da empresa Suzano Papel Celulose foram convocados em audiência pública, na Câmara de Teresina(PI), na manhã desta segunda-feira (19/04), para esclarecer sobre os impactos ambientais ocasionados pela implantação da monocultura do eucalipto na produção de celulose em 38 municípios no entorno de Teresina.
Estiveram presentes na ocasião, vereadores, membros da OAB, Ministério Público, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e ONGs ambientalistas. A preocupação do setor é com a poluição das águas do rio Parnaíba, o esgotamento de lençóis freáticos e poços cacimbões, além da extinção do extrativismo vegetal e da agricultura familiar.
A vereadora Teresa Brito (PV), que propôs a audiência, afirma que a intenção do encontro é buscar alternativas para evitar danos ambientais para Teresina e municípios vizinhos. “Trabalhamos para que as responsabilidades ambiental e social sejam cumpridas. Temos que verificar se realmente a Suzano está atendendo minuciosamente a legislação ambiental. Nosso papel é fiscalizar e acompanhar essa instalação”, atenta a vereadora.
Ambientalistas estão preocupados com a plantação de eucaliptos em uma área de 160 mil m², o que pode afetar as famílias que vivem da agricultura. Francisco Soares, presidente da Fundação Rio Parnaíba (Furpa), alerta que espécies vegetais como carnaúba, pequi e babaçu poderão desaparecer da região. O ambientalista, que também é conselheiro nacional de Meio Ambiente, pede que o código ambiental seja respeitado.
O gerente executivo da Suzano, Ricardo Simonetti, reconhece que a monocultura é uma prática que pode prejudicar o meio ambiente. Porém, garante que a empresa se baseia no cuidado social, ambiental e econômico, tendo em vista que já trabalha em quatros estados do Brasil com a questão da sustentabilidade. Simonetti mostrou disposição em responder todos os questionamentos levantados por vereadores e ambientalista presentes na ocasião.
Fonte:Zero Grau/Adaptado por Celulose Online
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