19/02/2010 - O setor industrial brasileiro está revendo seus planos de aquisição de empresas, segundo mostra o estudo International Business Report (IBR), feito pela Grant Thornton International, representada no Brasil pela Terco Grant Thornton.
De acordo com a pesquisa, em 2009, 57% das indústrias privadas de capital fechado ouvidas, 100 em São Paulo, 25 no Rio de Janeiro e 25 em Salvador, afirmavam que pretendiam crescer nos próximos três anos por meio de aquisições. Em 2010, esse percentual baixou para 30%. O IBR foi realizado no final do ano passado e ouviu mais de 7.200 empresas de 36 economias.
Isso não significa, no entanto, que as fusões e aquisições estejam em baixa no País. "O setor de serviços, que engloba, entre outros, varejo, saúde, educação e logística, é quem está fazendo essas operações agora", explica Rogério Villa, sócio da Terco Grant Thornton responsável pelas operações de fusões e aquisições."A indústria sempre demora um pouco mais para realizar este tipo de negócio, pois exige muito mais investimentos", diz. De acordo com Villa, em 2008, quando a economia estava crescendo em todo o mundo, a Terco Grant Thornton participou de 200 processos de avaliação de empresas para fins de fusão e aquisição.
Em 2009, foram 120, apesar da crise. Em 2010, em janeiro foram 19 trabalhos e, em fevereiro, este número já deve crescer. "Neste ritmo, voltaremos ao patamar de 2008", acredita o executivo.Para Villa, estas transações vêm ocorrendo porque os empresários, em especial os do setor de serviços, estão vislumbrando melhorias na economia e antevendo chances de crescimento nos próximos anos.Não foram apenas as operações no Brasil que foram afetadas. A pesquisa da Grant Thornton International mostra que, mundialmente, a intenção de fazer fusões e aquisições baixou de 37%, em 2009, para 26% este ano.
De acordo com Mike Hughes, líder global de fusões e aquisições da Grant Thornton International, para as empresas que têm recursos este é um bom momento para aquisições. "A combinação de uma economia global mais estável e de empresas com avaliações relativamente mais baixas, deixam as oportunidades de aquisição bem mais interessantes", afirma.
Fonte: Agência IN/Adaptado por Celulose Online
|