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| Celulose Riograndense confirma unidade em 2015 |
| Expansão da Celulose Riograndense pode começar antes |
05/02/2010 - Em outubro do ano passado, quando fechou a venda da Aracruz, em Guaíba (RS), para a chilena CMPC, a Fibria impôs uma cláusula no contrato: caso o projeto de expansão da planta fosse finalizado antes de 2015, os chilenos teriam de pagar uma multa. Nesta quinta-feira(04),em Porto Alegre, Walter Lídio Nunes, presidente da CMPC Celulose Riograndense (nome da nova empresa), acenou com a possibilidade de que a companhia banque os US$ 70 milhões da multa (cerca de R$ 128 milhões). "Estamos em condições de antecipar o projeto se isso se justificar. Vamos avaliando o mercado internacional, que está se recuperando", afirmou. Segundo Nunes, a aquisição da planta por parte da CMPC está "necessariamente" associada ao projeto de expansão. "Não pagaríamos esse valor [a compra foi feita por US$ 1,43 bilhão] se não houvesse a perspectiva de expandir a produção", afirmou. O projeto, anunciado em 2008 pela Aracruz, previa investimentos da ordem de R$ 2 bilhões. Com isso, a capacidade de produção de celulose de fibra curta saltaria de 450 mil toneladas anuais para 1,8 milhão. Depois de enfrentar uma séria crise financeira, a Aracruz viu-se obrigada a paralisar o projeto. Em seguida, a empresa passou por uma fusão com a VCP, dando deu origem à Fibria, que buscou aliviar seu caixa vendendo a planta de Guaíba à CMPC. O grupo chileno, fundado em 1920, atua em diversas áreas relacionadas às indústrias de papel, celulose e madeira, e fatura mais de US$ 3 bilhões por ano. Agora, cinco meses depois, a Celulose Riograndense, sob controle da CMPC, começa a dar continuidade à expansão iniciada pela Aracruz. "Será um projeto integrado ao Rio Grande do Sul, com autonomia local", destacou Nunes. Uma das coisas que deverá sofrer alterações é o valor do investimento. Quando a Aracruz lançou o projeto, os preços das matérias-primas estavam altos e havia filas de espera. Além disso, o planejamento foi feito com o dólar cotado a R$ 2,20. Hoje, a moeda está oscilando na casa de R$ 1,80. "Vamos recalcular para ver qual será o valor investido, agora com novos parâmetros. Mas deverá cair", explicou. Em 2010, adiantou, a empresa planeja investir R$ 250 milhões em plantio florestal, com recursos próprios.
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