Por Andrea Berzotti
30/01/2012 – A MD Papéis acaba de encerrar as atividades industriais de sua terceira unidade de Cubatão, na baixada Santista (SP). Segundo comunicado enviado pela companhia, ela não fabricará mais papéis monolúcidos e a linha de imprimir e escrever. Cerca de 300 funcionários foram demitidos. A MD Papéis atua hoje com duas unidades: a de Limeira (SP), na fabricação de papel cartão, com capacidade de 60 mil toneladas/anos e 300 funcionários; e a unidade de Caieiras (SP), com a produção de papel especial, com capacidade por ano de 70 mil toneladas e 400 funcionários.
No comunicado, a MD informa que durante o período de funcionamento da unidade Cubatão “foram avaliados e executados diversos modelos de reduções de custos, de otimização da eficiência operacional e alterações no mix de produtos, buscando sempre aqueles de maior valor agregado, mas que os resultados econômicos mostraram-se insuficientes para continuidade da operação, levando-se em conta fatores irreversíveis como a baixa escala de produção da unidade e do enfrentamento no mesmo nível de preços dos produtores nacionais e internacionais integrados (celulose e papel)”.
De acordo com o diretor comercial da MD Papéis, Tadeu Souza, a decisão do encerramento das atividades da empresa foi alavancada por conta da falta de competitividade com o mercado, principalmente porque a indústria não trabalha com celulose. Inclusive, as oscilações no mercado internacional e variações de preço demandaram essa falta de competitividade.
O fechamento da indústria está sendo feita durante este mês de janeiro. Segundo Souza, todas as entregas foram feitas em dezembro, o que garantiu o fornecimento a todos os clientes. “Não tivemos nenhum transtorno para o mercado”.
A indústria operava no local há quatro anos, com sede própria. Tadeu Souza informou ainda que ainda não há decisões sobre o que será feito com o prédio, mas comunicou que o plano estratégico da MD está focado somente na linha de papéis especiais e cartão. “Esse é o nosso plano de negócios para 2012, ou seja, nosso core business”, completa.
Em relação aos 300 funcionários da unidade Cubatão, Santos afirma que cada caso está sendo estudado de forma adequada e “será feito o possível para reduzir os transtornos desta difícil decisão”.
CeluloseOnline
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