29/04/2010 - O presidente do Uruguai, José Mujica, viajou nesta quarta (28) a Buenos Aires para se encontrar com a colega argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, para avançar na solução do conflito por causa de uma fábrica de celulose, segundo fontes do governo uruguaio. O encontro foi realizado na residência presidencial de Olivos.
Mujica foi para Buenos Aires acompanhado do chanceler uruguaio, Luis Almagro, para se reunir com Cristina e com o chanceler argentino, Jorge Taiana. Durante reunião, os dois presidentes se comprometeram a reparar a danificada relação bilateral, afetada pela instalação de uma fábrica de celulose`b num rio limítrofe.
A promessa, feita no fim de uma reunião em Buenos Aires, aconteceu logo depois que o Tribunal Internacional de Justiça de Haia decidiu na semana passada que o Uruguai não deverá fechar a planta de celulose diante da falta de evidência de que a fábrica estaria contaminando o rio Uruguai.
"Hoje estamos no início de um processo de redirecionamento definitivo do que nunca deveria ter deixado de ser a relação entre a República Argentina e a República Oriental do Uruguai", disse Cristina Kirchner em declaração conjunta a Mujica.
A decisão despertou reação de manifestantes expressaram e garantiram que manteriam a ponte fechada, medida que causou danos expressivos ao comércio da região.
O tribunal, ao qual a Argentina apelou para tentar que seu vizinho desinstalasse a planta construída pela empresa finlandesa Botnia, determinou, contudo, que Montevidéu violou um tratado bilateral ao não informar nem negociar com Buenos Aires o andamento da instalação.
"Vamos respeitar a decisão de Haia (...) Esse acordo é um acordo, filho do interesse mais profundo de nossas respectivas sociedades", disse Mujica.
A Argentina apresentou a demanda em Haia por dois projetos de fábricas de celulose, um de Botnia e outro que projetava construir a espanhola Ence num lugar próximo, mas a empresa ibérica desistiu.
A fábrica de celulose, localizada 310 quilômetros a oeste de Montevidéu, opera desde o ano passado sob o nome da empresa finlandesa UPM, que fez um intercâmbio de sua participação acionária em Botnia por outros ativos.
Fonte: Terra/Reuters/Globo/Adaptado por Celulose Online
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