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| Para Idec, faltou informação sobre fim das sacolas plásticas |
| O Idec entende que não ocorreu o processo de conscientização e informação necessário |
28/01/2012 - O acordo que deve banir a sacola plástica de quase 90% das redes foi assinado entre a (Apas) Associação Brasileira de Supermercados e o governo do Estado de São Paulo em maio de 2011. “É louvável que a Apas tenha tomado a iniciativa, mas o Idec entende que não ocorreu o processo de conscientização e informação necessário para que o consumidor cumpra sua parte”, opina Lisa Gunn, coordenadora executiva do (Idec) Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. Segundo ela, a ideia de responsabilidade compartilhada que norteia a (PNRS) Política Nacional dos Resíduos Sólidos, inclui a construção de soluções de forma também compartilhada, o que não ocorreu, pois o consumidor não foi incluído no processo. “O consumidor está cheio de dúvidas. Desde as mais simples, como se deve ou não embalar detergente junto com comida, até questionamentos sobre o valor das sacolas biodegradáveis, que serão fornecidas a R$ 0,19. De onde vem esse valor? Quanto custava a outra sacola, cujo valor estava embutido nos produtos? Esse valor de R$ 0,19 vai subsidiar a compra das sacolas reutilizáveis? Nada disso foi explicado”, afirma ela. De acordo com o diretor de sustentabilidade da Apas, João Sanzovo, pode acontecer de algumas pessoas não quererem aderir à campanha. “Pode ocorrer, mas, pela experiência que tivemos em Jundiaí, é uma minoria, que não quer sair de sua zona de conforto. Mas, de fato, algumas pessoas vão precisar de ajuda e informação para abandonar a cultura do descarte.” Fonte Idec/Adaptado por CeluloseOnline |