![]() |
| Produção argentina de químicos e papel cai por falta de gás |
| No setor de papel e celulose a redução foi de 1,2% |
16/08/2010 - A escassez de gás durante o inverno na Argentina provocou retração na produção de químicos, papel e papelão, segundo relatório mensal da União Industrial Argentina (UIA). Na indústria química e petroquímica, a queda foi de 6% em junho, comparado com igual mês de 2009, enquanto no setor de papel e celulose a redução foi de 1,2% no mesmo período. "Durante junho, foram registradas as primeiras restrições no fornecimento de gás à indústria, afetando alguns setores, situação que também se verificou em julho", comunicou a entidade. A crise energética desse ano é comparada à verificada em 2007, quando mais de três mil empresas sofreram com os cortes de gás e de eletricidade durante 69 dias ininterruptamente. Em 2008, a situação foi atenuada com a ampliação de gasodutos, construção de usinas térmicas e um inverno menos rigoroso, o qual não exigiu maior demanda doméstica de energia para aquecer as residências. Com isso, o governo deixou maiores volumes de gás e de eletricidade para o fornecimento às indústrias. Em 2009, a escassez energética também não foi sentida porque a demanda industrial caiu devido à crise internacional. Porém, o inverno atual conta com mais dias com temperaturas baixas que em anos anteriores e com a recuperação da economia. "A produção industrial em junho teve um crescimento anualizado de 11,7% e o primeiro semestre fechou com crescimento anual de 12,4%", disse a UIA. No entanto, os cortes de gás afetam duramente algumas indústrias, como as que estão localizadas no polo petroquímico de Bahia Blanca (Profertil, Solvay Indupa e Dow Chemical, por exemplo). No caso das siderúrgicas, a UIA informou que foi necessário reprogramar algumas etapas. "As restrições no abastecimento de gás às indústrias continuam, apesar da temperatura registrar níveis mais altos que nas últimas semanas", afirmou o chefe do Departamento de Infraestrutura da UIA, Alberto Calsiano. Por isso, os industriais solicitaram ao governo de Cristina Kirchner a aplicação de um programa de subsídios para substituir o gás natural por combustíveis líquidos. Fonte: Estado de São Paulo/Adaptado por Celulose Online |