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Especial: Máquinas e Equipamentos – Paulo Gaia – A quarta revolução industrial e as tendências tecnológicas no segmento de equipamentos, máquinas e acessórios industriais

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Especial: Máquinas e Equipamentos – Paulo Gaia – A quarta revolução industrial e as tendências tecnológicas no segmento de equipamentos, máquinas e acessórios industriais

25/06/2016 – A evolução de equipamentos, máquinas e acessórios industriais vem ocorrendo desde que a humanidade sentiu a necessidade de produzir mais em menos tempo. A Primeira Revolução Industrial decorreu da invenção das máquinas movidas a vapor no período de 1780 a 1830. Era o tempo das ferrovias e da indústria têxtil de algodão, época em que prevalecia o trabalho assalariado, remunerado por peça produzida.

Mais tarde, no início do século XX, o mundo viveu a Segunda Revolução Industrial, promovida pelo alto desenvolvimento do pós-guerra, quando entraram em cena as indústrias metalúrgica, siderúrgica e química como novas ascendentes da indústria, trazendo consigo novos métodos de produção, que tinham como destaque o Fordismo e o Taylorismo.

No Fordismo prevalecia a produção em massa e em série, mas com operários sem muita instrução. O pensar estava em segundo plano; bastava executar as funções com eficiência. O Taylorismo não fugia muito disso, mas apenas tratava também da separação do trabalho intelectual do manual, verticalizando as relações de trabalho.

Com a chegada da Terceira Revolução Industrial, a partir da década de 1970, a demanda por tecnologia e mão de obra especializada foi vital. Nesse período, surgiu no Japão o Toyotismo, que se estabeleceu como padrão mundial, com trabalho horizontalizado, valorizando a colaboração, a cooperação, a coparticipação e a terceirização de serviços nas empresas.

Esse resgate histórico é importante para abrir a nova série da revista O Papel – Tecnologias Relevantes com o primeiro capítulo – “Equipamentos, Máquinas e Acessórios Industriais”, pois a partir de nossas memórias percebemos o quanto estamos evoluídos atualmente em nossa indústria em todos os sentidos, até adentrar o que vem sendo definido como Quarta Revolução Industrial.

O novo momento das empresas, também chamado de Indústria 4.0, traz um potencial enorme de aperfeiçoar a gestão dos processos produtivos em nosso setor de celulose e papel, que está preparado para se bene_ ciar – e muito – das novas tecnologias no contexto dessa tendência mundial. Pode-se dizer também que é chegada a era da Internet das Coisas, pela possibilidade de tudo se conectar a partir do acionamento de um sistema de tecnologia da informação a distância com bilhões de dados sendo processados.

Virtualmente, ou seja, sem a necessidade da presença física na fábrica ou na própria residência, poderemos acionar máquinas, interligar equipamentos e seus acessórios, ligar a cafeteira para deixar um café preparado no momento de chegar a casa, adiantar tarefas domésticas, gerenciar o estoque de alimentos da dispensa e saber quando é preciso ir ao supermercado, entre outras possibilidades.

Robôs cada vez mais preparados serão capazes de realizar atividades de forma exata, emitindo informações relevantes para a tomada de decisões. Para desenvolver todos os aparatos tecnológicos nesta Quarta Revolução Industrial, a parceria entre fabricantes e fornecedores será fundamental para elevar a produtividade – tanto que a Comissão Técnica de Celulose da ABTCP colocou o assunto em pauta em sua mais recente reunião.

Na ocasião, que reuniu representantes de fabricantes e fornecedores, concluiu- se que, embora no Brasil já tenhamos acesso às mais modernas tecnologias, existe uma parcela considerável do setor que ainda requer a modernização de seu parque tecnológico. Outro item apontado diz respeito à capacitação de mão de obra para o melhor aproveitamento de tudo o que existe de mais avançado em equipamentos, máquinas e acessórios industriais.

Para fechar o assunto, vale citar aqui a entrevista concedida à revista O Papel em agosto de 2015 por Carlos Arruda, professor de Inovação e Competitividade e gerente executivo do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral. Na ocasião, Arruda exemplificou a Indústria 4.0 em nosso setor de base florestal, citando o monitoramento das florestas plantadas por meio de drones. “É desse tipo de revolução que estamos falando e já vivendo atualmente. Há uma série de oportunidades sendo identificadas –algumas das quais já sendo aproveitadas nos países nórdicos, com o uso da combinação de Big Data, drones e cloud para coletar dados sobre grandes áreas”, disse Arruda.

Paulo Gaia é coordenador da comissão técnica de celulose da ABTCP.

albany 728
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