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Suzano: “A próxima geração tem alguns Davids”

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Suzano: “A próxima geração tem alguns Davids”

David Feffer15/08/2016 – “Agora, a celebridade da família é o Ruben”. O acionista David Feffer, presidente do Conselho de administração da Suzano Papel e Celulose, refere-se ao único irmão fora da empresa, que ganhou fama internacional com a trilha sonora da animação O Menino e o Mundo, concorrente ao Oscar 2016.

O orgulho é grande, porque a família Feffer é toda musical, desde o avô Leon. Mas o orgulho é grande também com a Suzano. A família Feffer detém quase 100% de suas ações ordinárias e cerca de 56% do capital total. Os irmãos Daniel e Jorge fazem parte do conselho de administração.

Qual é seu trabalho como chairman?

Trabalho todos os dias, e olhar – para estratégicas e para as pessoas – é minha principal tarefa. Olho os negócios de perto e também viajo para olhar coisas diferentes, inspiradoras – recentemente, fomos aos EUA olhar a computação cognitiva.

O que aprendeu com seu avô e seu pai, Max, no negócio?

Sou o primogênito e circulo na empresa desde pequeno. Tinha uns 10 anos, meu pai já perguntava o que eu achava das coisas da empresa e eu tinha sempre a coragem de opinar. Foi um treino. Meu pai e meu avô falavam de negócios o tempo inteiro e nossos 30 anos de convívio foram como um MBA ao vivo, todo dia. Os dois eram muito competentes e experientes, e ao mesmo tempo complementares. Meu avô era o que executava com afinco, fazedor; meu pai era o visionário, pensava grande.

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E você? Como se vê?

A companhia é diferente hoje. Não tem mais um dono, e sim quatro, e serão 12 na próxima geração. Minha contribuição talvez tenha sido montar uma estrutura de governança que permite ter um controle sólido e ao mesmo tempo manter a empresa crescendo de forma sustentável. Nosso modelo de governança é um pouco da minha visão e onde está minha maior competência.

Foi fácil profissionalizar a gestão há 15 anos?

Foi difícil porque fui criado para ser o presidente da empresa e me sentia preparado, apesar da morte inesperada do meu pai. Mas percebi que o mundo mudou, não podíamos fazer mais do mesmo. Não era mais uma pessoa que fazia uma companhia, mas o coletivo.

Como será a próxima geração de acionistas? Tem algum David?

Acho que tem alguns. Há um trabalho forte de preparo do meu irmão Daniel para eles serem bons como executivos; outros são empreendedores, com startups.

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Fonte:  Revista Hsm Management

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