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Abimaq promove encontro com executivos do setor industrial

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Abimaq promove encontro com executivos do setor industrial

Por Luciana Grili/Fotos: Renato Lopes

08/11/2013 – A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) regional de Ribeirão Preto (SP) promoveu na última segunda-feira (4), um jantar com associados e convidados, no Stream Palace Hotel. Durante o evento, a entidade realizou o debate “Caminhos para Reindustrialização”.

O encontro contou com autoridades como ex-prefeito da cidade e atual deputado estadual Welson Gasparini; o deputado federal Newton Lima; o ex-governador do Rio Grande do Sul e atual membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, Germano Rigotto; o empresário e presidente da Agrishow e do Comitê de Agroenergia e de Biocombustíveis da Sociedade Rural Brasileira, Maurílio Biagi; o secretário de Turismo de Ribeirão Preto, Tanielson Campos que representou a Prefeita Darcy Vera, entre outros, além de executivos e diretores da Abimaq.

Na abertura, o presidente executivo da associação, José Velloso, recepcionou os convidados e apresentou as principais linhas de atuação da Abimaq durante 2012, sua estrutura organizacional após mudanças estatuárias, bem como posicionou as perspectivas da associação.

Velloso salientou que o evento aconteceu numa hora oportuna, já que o setor tem posicionado importantes reivindicações para o Governo e ainda buscado encontrar soluções e medidas para vencer uma possível desindustrialização no país. “Nossa luta tem se focado para promover o desenvolvimento da indústria de transformação e buscamos uma união entre trabalhadores e empresas”, comentou. Segundo o presidente executivo, atualmente os pilares da associação estão voltados para estabelecer a competitividade da indústria brasileira. São eles: a desoneração de bens de capital, o conteúdo local – com cálculo e medição por família de produtos, o estabelecimento de compras públicas, o financiamento competitivo, a renovação do parque industrial, entre outros fatores.

Para o presidente executivo da Abimaq, uma das diretrizes estratégicas da associação é aumentar gradativamente a exportação do setor de bens de capital – através do programa Brazil Machinery Solutions (BMS) – fruto da parceria entre a Abimaq e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). “O programa visa a promoção das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, assim como fortalecer a imagem do Brasil como fabricante de bens de capital mecânico”, disse Velloso.

A ampliação e a flexibilização de linhas de financiamento para o setor é outra meta da Abimaq, bem como o conteúdo nacional mínimo para a venda ao exterior. “Não é só preço que exporta, precisamos investir em tecnologia, inovação, logística e conquistar prazos de entrega e condições de pagamentos mais adequadas para competirmos de forma igualitária com o mercado externo”, destacou.

Na ocasião, o diretor da Abimaq, Carlos Pastoriza, acrescentou que se o Brasil quer conquistar o título de potência industrial, precisa se espelhar em exemplos tal como o dos EUA e remodelar o setor. Pastoriza sinalizou que o país investiu em média 17% do seu faturamento em máquinas, enquanto que a América Latina investiu 21% e o mundo em geral, cerca de 22%. Ele alertou que a média de manutenção e investimentos no país em maquinário oscila entre 17 anos, enquanto que na Europa, os equipamentos são modernizados em cerca de cinco anos. “Cerca de 74% de nossa capacidade instalada é usada, o que encarece muito os nossos produtos”, revelou.

O diretor também citou problemas que travam o desenvolvimento do setor industrial como o Custo Brasil, que na visão da Abimaq gera um custo sistêmico e é responsável por roubar a competitividade do país, além de impactos negativos por conta de capital de giro, altos custos de insumos, impostos não recuperáveis, problemas de logística, encargos sociais trabalhistas, burocracia, custo de energia, entre outros entraves.

Pastoriza disse que o cenário configura dois Brasis – o que está sendo destruído (no caso o setor industrial) e o que está dando certo (serviços, construção civil e commodities). Ele questionou por que um está dando certo e o outro não e apontou que, no caso da indústria, faltam reformas legítimas e urgentes, tal como já foram estabelecidas em outros setores, principalmente no segmento de construção civil. Como conclusão, apresentou um panorama que exige cautela do setor, com o panorama de desindustrialização generalizada, desnacionalização seletiva, pibinho e pleno emprego. Como saídas disse que um plano de estratégias com o corte de despesas, enxugamento da máquina e redução da dívida pública é a solução, além de que mencionou que o setor precisa priorizar reformas na política e nas esferas sindical, trabalhista e tributária.

Ao final do evento, o ex-governador Germano Rigotto também apontou medidas que podem salvar o setor, a curto, médio e longo prazos e garantiu: “não temos ainda a desindustrialização, mas estamos a caminho para um enfraquecimento da indústria nacional”, afirmou. “Temos que mostrar ao Governo não só críticas, mas soluções viáveis para o setor. Para isso é necessário fortalecer a pauta da produção industrial”, concluiu.

Durante o evento, o público e os dirigentes sinalizaram para a importância de uma reforma política no país. Cerca de 100 pessoas participaram do debate e do jantar.

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