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Apre solicita financiamento para pequenos produtores fazerem desbastes no Plano Safra 2015

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Apre solicita financiamento para pequenos produtores fazerem desbastes no Plano Safra 2015

Plantação Eucalipto18/09/2014 – A Apre (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal) solicitou à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná a inclusão do financiamento de custeio das operações de colheita florestal, na modalidade de primeiro desbaste, para os pequenos e médios produtores florestais nos programas de financiamentos do Plano Safra de 2015.

O desbaste é uma ação de grande importância para o segmento, pois retira as árvores dominadas, tortas e que estejam competindo por luz do solo, garantindo toras com mais qualidade e maiores dimensões em diâmetro. Essa medida vai incentivar a execução do desbaste e proporcionar a produção de toras para abastecer os setores de serrarias e laminação em médio e longo prazo.

Atualmente as grandes fornecedoras de toras informaram que seus estoques estão acabando e que haverá uma forte diminuição na oferta de toras para o mercado. “Nesse cenário, vemos uma grande oportunidade para os pequenos e médios investidores. Eles poderiam manejar suas florestas, ocupar esse espaço e dar continuidade à produção para suprir a demanda”, explica o diretor executivo da Apre, Carlos Mendes.

O diretor reforça o pedido de um programa de financiamento para pequenos e médios produtores alertando para o perigo de desabastecimento das serrarias no futuro. “Hoje já existe certa dificuldade, porque as grandes abastecedoras do mercado mudaram o manejo e o mercado atual apresenta uma oferta maior que a demanda. Sem desbastes temos pouca oferta de toras grossas de grande diâmetro, e obviamente a indústria de madeira sólida entrará em colapso”, revela o diretor.

No ofício a Apre sugeriu uma linha de financiamento para custeio da colheita no valor de até R$ 25 mil reais para o pequeno ou médio produtor florestal. Esse valor poderia cobrir metade dos custos de extração numa área de até 20 hectares, viabilizado o manejo e proporcionando uma pequena capitalização do investidor.

O empréstimo seria pago no desbaste seguinte ou no corte raso, que deve ocorrer dentro de quatro ou cinco anos, dependendo da espécie e do manejo. “Certamente essa medida traria um grande estímulo a todos os produtores florestais do Paraná, alavancando o futuro da indústria da madeira mecanicamente processada”, garante Mendes.

Fonte: Painel Florestal / Adaptado por CeluloseOnline

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